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Expectativa por queda da Selic crava ganhos de 15% no semestre

Da redação
30 de junho de 2025

O Ibovespa fechou em alta de 1,45% nesta segunda-feira (30), aos 138.854 pontos. No mês, os ganhos são de 1,33%. No semestre, 15,44% – melhor desempenho para um primeiro semestre desde 2016. O dólar caiu 0,90%, cotado a R$ 5,43 no encerramento. A desvalorização da moeda norte-americana perante ao real em junho é de 5%. No semestre, 12%. Com os investidores repercutindo uma possível desaceleração do mercado de trabalho no Brasil – o que pode sinalizar menor inflação e, em um futuro próximo, queda na taxa de juros -, o índice nacional performou na abertura da semana. O país teve 148.992 mais contratações com carteira assinada do que demissões, em maio, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O salário médio de admissão com carteira assinada foi de R$ 2.248,71 em maio, ligeiramente abaixo do registrado em abril. A evolução do mercado de trabalho é monitorada de perto pelo Banco Central (BC) e pelos agentes financeiros por conta dos efeitos no consumo e, consequentemente, na inflação, que influencia nos rumos da Selic. Pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a afirmar que o BC é independente e classificou o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, como um “homem sério”. Também declarou que a taxa Selic, hoje em 15%, será corrigida ao longo do tempo. De modo geral, 2025 começou em tom de retração – com os investidores desgostosos devido aos atritos de Lula com o comando do BC. O segundo trimestre bem mais tumultuado deu o tom do que esperava os investidores desde o começo: volatilidade elevada e ainda mais incertezas. Com o tarifaço de Donald Trump anunciado no começo de abril, o índice nacional reduziu os ganhos acumulados neste ano – já nos dois dígitos – para minúsculos 3% em questão de dias. Com Galípolo à frente do BC e os conflitos no Oriente Médio dando o tom das negociações, o semestre positivo é considerado um avanço significativo pelo mercado – mesmo com uma Selic elevada e instabilidades fiscais do governo.

As maiores altas foram da Tecnisa (35,25%) e Infracommerce (20%). As baixas, Karsten (-18,21%) e preferenciais da Cemepe (-15,63%). Todas as cinco ações mais negociadas apresentaram evolução: Magazine Luiza (5,91%), Ambev (1,06%), preferenciais do Bradesco (1,45%), Banco do Brasil (2,02%) e B3 (2,97%). O volume negociado foi de R$ 20,47 bilhões.

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