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Após renovar máximas, cenário externo impede ganhos

Da redação
14 de maio de 2025

O Ibovespa fechou em baixa de 0,39% nesta quarta-feira (14), aos 138.422 pontos. O dólar subiu 0,42%, cotado a R$ 5,63 no encerramento. Depois de renovar as máximas históricas, o índice nacional operou volátil em meio aos ajustes no mercado local e no exterior. No cenário doméstico, a temporada de balanços corporativos chegou na reta final, concentrando ainda boa parte das atenções dos investidores. Hoje, o mercado também acompanhou novos dados econômicos. O volume de serviços cresceu 0,3% em março, um pouco abaixo da expectativa dos analistas, de avanço de 0,4%. Em fevereiro, o crescimento foi de 0,9%. O setor acumulou ganho de 1,2% entre fevereiro e março, após recuo de 0,5% em janeiro, e está 0,5% abaixo do ponto mais alto de sua série, alcançado em outubro de 2024. Nos primeiros três meses de 2025, o volume de serviços acumulou queda de 0,2%, interrompendo uma sequência de sete trimestres seguidos de ganhos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Lá fora, os índices de Wall Street operaram sem direção única, com os investidores monitorando a viagem do presidente Donald Trump ao Oriente Médio e declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed). Em destaque, a Qatar Airways assinou um acordo para comprar até 210 jatos de grande porte da fabricante de aeronaves norte-americana Boeing durante a visita de Trump. Ontem, Nvidia e Advanced Micro Devices (AMD) anunciaram parcerias com empresas da região. Entre os maiores acordos, a Nvidia disse que venderá centenas de milhares de chips de IA na Arábia Saudita, sendo o primeiro lote de 18 mil de seus mais novos chips Blackwell destinado a Humain, uma startup de IA recém-lançada pelo fundo soberano saudita. Já a fabricante de chips Advanced Micro Devices também firmou um acordo com a Humain, afirmando ter firmado uma colaboração de US$ 10 bilhões. No campo macroeconômico, o vice-presidente do Fed, Philip Jefferson, declarou que os dados recentes sobre a inflação apontam para um progresso contínuo em direção ao cumprimento da meta de 2%, mas a perspectiva ainda é incerta.

As maiores altas foram do General Shopping (35,10%) e Hoteis Othon (15,07%). As baixas, preferenciais da Azul (-16,08%) e preferenciais da Recrusul (-15,57%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram retração: preferenciais da Azul (-16,08%), Hapvida (-0,02%), Cogna (1,01%), B3 (-2,01% e preferenciais do Bradesco (-0,13%). O volume negociado foi de R$ 49,31 bilhões.

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