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70% temem golpes on-line nas empresas

Da redação
14 de agosto de 2024
Especializada em segurança biométrica, a iProov entrevistou 500 executivos de tecnologia de seis países: medo que deepfakes burlem biometria

A crescente ameaça de golpes online utilizando inteligência artificial (IA) para manipular sistemas de reconhecimento facial por meio de ‘deepfakes’ preocupa significativamente os executivos de tecnologia em todo o mundo. Segundo pesquisa realizada pela empresa de segurança biométrica iProov, 70% dos executivos consultados de seis países, incluindo 100 do Brasil, acreditam que esses ataques terão um impacto elevado em suas empresas.

O estudo revela que, em Hong Kong, uma multinacional sofreu um prejuízo de US$ 25 milhões após um funcionário do setor financeiro ser enganado por falsos executivos durante uma videoconferência. “Os seis executivos da reunião eram ‘deepfakes'”, destaca Daniel Molina, vice-presidente da iProov para a América Latina.

No Brasil, o volume de golpes bem-sucedidos envolvendo rostos manipulados por IA cresceu sete vezes desde o início de 2023, embora o número exato de incidentes não tenha sido divulgado. As principais vítimas desses ataques são instituições financeiras, órgãos públicos e companhias aéreas.

Os golpistas utilizam técnicas avançadas, como a inserção de vídeos ‘deepfake’ em aplicativos bancários ou de prova de vida, possibilitando a criação de contas bancárias fraudulentas. “A injeção de deepfakes em aplicativos financeiros pode resultar na criação de milhares de contas bancárias fictícias”, explica Molina.

A pesquisa, conduzida no primeiro semestre de 2024 com executivos de tecnologia no Brasil, Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Nova Zelândia e Cingapura, revela que 47% dos participantes já enfrentaram tentativas de golpes com deepfakes. Dentre eles, 62% acreditam que a ameaça deve ser tratada com maior seriedade pelas corporações, e 73% estão implementando ferramentas de segurança cibernética para mitigar esses ataques.

Apesar de a IA facilitar a execução desses golpes, também é empregada na defesa contra eles. Entre os executivos pesquisados, 84% estão adotando IA generativa combinada com recursos de biometria para combater os deepfakes. “Há uma crescente adoção de IA na defesa contra esses golpes. É uma verdadeira batalha tecnológica entre as ferramentas de ataque e defesa baseadas em IA”, afirma Molina.

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