Os dados do TCE-RJ mostram que Soraya Santos e Dr. Serginho pode ter se apossado de mais de R$ 2 milhões
Deputados do PL, partido do presidente Jair Bolsonaro (PL), utilizaram dinheiro público para efetuar pagamentos a cabos eleitorais durante suas campanhas de reeleição à Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Os envolvidos são a deputada federal Soraya Santos e o deputado estadual Dr. Serginho (ambos na imagem).
Os pagamentos chegaram a R$ 26 mil por mês e eram feitos com recursos da Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), órgão estadual que direcionava esses recursos à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ).
Os envolvidos negam ter feito qualquer serviço à UERJ, apesar de constarem em listas enviadas em outubro pela instituição ao Tribunal de Contas do Estado do Rio (TCE-RJ). Soraya e Dr. Serginho dizem desconhecer o projeto e que jamais indicaram alguém. A universidade também nega irregularidades. O grupo, de seis pessoas, recebeu um montante de R$ 325 mil brutos entre os meses de abril e agosto, denunciou uma reportagem do UOL, nesta terça-feira (13).
Há indícios de que ao menos 45 contratados pela UERJ têm ligação com Dr. Serginho e Soraya Santos, dupla que fez campanha em conjunto. Eles teriam recebido um total de R$ 2,31milhões. Ao todo, as planilhas do projeto têm 394 pessoas, com pagamento no valor bruto total de R$ 23,74 milhões.
Há apurações em andamento dos ministérios públicos Estadual (MP-RJ) e Eleitoral (MPE-RJ), que podem culminar em ações de improbidade administrativa e até em perda de mandato de políticos envolvidos.
Soraya Santos e Dr. Serginho participaram de atos da campanha de Jair Bolsonaro no Rio. Ela é próxima da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Dr. Serginho é próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL), filho do presidente. Na gestão do governador Cláudio Castro (PL), reeleito em 2022, ele foi secretário de Ciência e Tecnologia, pasta que tem sob seu guarda-chuva a UERJ e a Faetec.
