Levantamento mostra que país fica atrás apenas de Argentina e Turquia
A Selic, taxa básica de juros da economia, foi elevada para 13,75% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O aumento da Selic fez com que o Brasil continuasse em terceiro lugar no ranking global de juros nominais realizado pela Infinity Asset em parceria com o MoneYou, atrás apenas da Argentina, com 60%, e da Turquia, que aplica taxa de 14%. O Brasil está na frente de Hungria, Chile e Colômbia.
No ranking de juros reais (taxa de juros atual, descontada a inflação projetada para os próximos 12 meses), o Brasil ocupa a primeira posição, ganhando o pódio desde a penúltima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). México, Hungria, Colômbia e Indonésia ocupam, respectivamente, os próximos lugares na lista.
A análise considera uma combinação de inflação projetada para os próximos 12 meses, via coleta do relatório Focus do Banco Central de 4,81%, e a taxa de juros DI a mercado dos próximos 12 meses no vencimento mais líquido (agosto de 2023).
Em qualquer cenário, seja de alta de juros de 25, 50 ou 75 pontos percentuais, o Brasil mantém a colocação em primeiro lugar. Mesmo com a queda do preço de commodities, há um aumento expressivo no número de bancos centrais que sinalizam preocupação com a inflação, aponta o documento.
“Os programas de aperto quantitativo continuam lentos, e o movimento global de políticas de aperto monetário continuou a ganhar força”, contextualizam Infinity Asset e MoneYou. Entre os 167 países analisados pelo levantamento, 45,51% mantiveram os juros, 50,90% os elevaram e 3,59% os cortaram.
Ranking de taxa de juros
Veja o ranking completo dos juros nominais no mundo:
| País | Taxa de juros |
| Argentina | 60,00% |
| Turquia | 14,00% |
| Brasil | 13,75% |
| Hungria | 10,75% |
| Chile | 9,75% |
| Colômbia | 9,00% |
| Rússia | 8,00% |
| México | 7,75% |
| República Checa | 7,00% |
| Polônia | 6,50% |
| África do Sul | 5,50% |
| Índia | 5,40% |
| China | 4,35% |
| Indonésia | 3,50% |
| Filipinas | 3,25% |
| Hong Kong | 2,75% |
| Nova Zelândia | 2,50% |
| Canadá | 2,50% |
| Taiwan | 1,50% |
| Malásia | 2,25% |
| Coreia do Sul | 2,25% |
| Austrália | 1,85% |
| Cingapura | 1,56% |
| Tailândia | 1,37% |
| Reino Unido | 1,25% |
| Israel | 1,25% |
| Estados Unidos | 1,00% |
| Suécia | 0,75% |
| Alemanha | 0,50% |
| Áustria | 0,50% |
| Bélgica | 0,50% |
| Espanha | 0,50% |
| França | 0,50% |
| Grécia | 0,50% |
| Holanda | 0,50% |
| Itália | 0,50% |
| Portugal | 0,50% |
| Japão | -0,10% |
| Dinamarca | -0,10% |
| Suíça | -0,75% |
