IPCA teve a estimativa reduzida de 7,11% para 7,02%; para 2023, a projeção avançou de 5,36% para 5,38%
O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (15) traz uma nova revisão das instituições do mercado financeiro para o crescimento econômico do Brasil em 2022. Com uma revisão de alta pela sétima semana consecutiva, o mercado espera que o PIB do Brasil apresente aumento de 2% em 2022. A expectativa converge com o esperado pela equipe econômica do governo federal, que elevou, no mês passado, a previsão do PIB para 2% neste ano.
A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2022 caiu de 7,11% para 7,02% em uma semana, mas a de 2023 subiu de 5,36% para 5,38% e a de 2024, de 3,30% para 3,41%. Há um mês, as previsões eram de 7,54%, 5,20% e 3,30%, respectivamente.
É a 7ª semana seguida de queda na projeção para a inflação deste ano e a 18ª de alta para a do próximo. Já a elevação para a de 2024 indica uma desancoragem de expectativas do mercado em relação à meta do Banco Central.
Taxa de juros
Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida em 13,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa está no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano.
Para o mercado financeiro, a expectativa é de que a Selic encerre o ano nesse patamar. Para o fim de 2023, a estimativa é de que a taxa básica caia para 11% ao ano. E para 2024 e 2025, a previsão é de Selic em 8% ao ano e 7,5% ao ano, respectivamente.
Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Além da taxa Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.
Câmbio
O Relatório de Mercado Focus mostrou manutenção no cenário da moeda norte-americana em 2022 e 2023 pela terceira semana seguida. A estimativa para o câmbio este ano continuou em R$ 5,20, ante R$ 5,13 um mês antes. Para 2023, também permaneceu em R$ 5,20, de R$ 5,10 quatro semanas atrás. A projeção anual de câmbio publicada no Focus é calculada com base na média para a taxa no mês de dezembro, e não mais no valor projetado para o último dia útil de cada ano, como era até 2020. Com isso, o Banco Central espera trazer maior precisão para as projeções cambiais do mercado financeiro.
