Por meio de mensagens o senador Eduardo Gomes (PL-TO) teria solicitado dinheiro para interferir no Inmetro
De acordo com O Globo, em reportagem desta quinta-feira (28), a Polícia Federal (PF) encontrou trocas de mensagens indicando que o senador tocantinense Eduardo Gomes (PL) pediu dinheiro a um empresário com a promessa de ajudar a adiar uma portaria do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). Gomes é líder de governo do presidente Jair Bolsonaro.
Mensagens foram encontradas pela Polícia Federal, segundo o Globo, no celular de um amigo de Eduardo Gomes, o empresário Jorge Rodrigues Alves, que foi alvo da Operação Lavandeira, deflagrada pela para investigar crimes de lavagem de dinheiro praticados por empresários no Tocantins.
Após investigações da PF, um relatório sigiloso foi encaminhado à 4ª Vara Federal do Tocantins, em 11 de julho. A PF solicitou o envio do caso ao Supremo Tribunal Federal (STF), já que Gomes tem foro privilegiado. “Há, por fim, diversas conversas entre Jorge e o senador Eduardo Gomes, indicando que Jorge aparentemente paga contas para o senador e lhe envia dinheiro, assim como lhe pede favores e intercessão em assuntos de suas empresas”, afirma a PF no documento, segundo O Globo.

O que diz o senador
Ao ser contatado pelo O Globo, Eduardo Gomes relatou ser amigo do empresário há 25 anos, mas negou a prática de crimes ou irregularidades. “As mensagens trocadas são autoexplicativas: tratam-se de pedidos de empréstimos a um amigo, mas que não se efetivaram”, afirmou o parlamentar.
A ex-presidente do Inmetro, Angela Flores Furtado, relatou que o adiamento foi baseado em critérios técnicos e negou a presença de pressão por parte do líder do governo no Senado.
