PATROCINADORES

Desemprego cai para 10,5% e atinge 11,3 milhões

Da redação
31 de maio de 2022
Empregados sem carteira assinada saltaram 20,8% em 1 ano, atingindo recorde de 12,5 milhões de pessoas

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 10,5% no trimestre encerrado em abril, com a falta de trabalho ainda atingindo 11,3 milhões de pessoas. Os dados estão incluídos no resultado trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta terça-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desemprego recuou 0,7 ponto percentual em relação aos 3 meses anteriores e 4,3 pontos percentuais em 1 ano. É a menor taxa de desocupação para um trimestre encerrado em abril desde 2015, quando foi de 8,1%, indicando que o mercado de trabalho segue em trajetória de recuperação, apesar dos impactos da inflação persistente na renda. . No último levantamento do IBGE referente ao primeiro trimestre, a taxa de desemprego estava em 11,1%, atingindo 11,949 milhões de pessoas. Na mínima da série histórica, registrada em 2014, chegou a 6,5%.

Empregados

O número de empregados com carteira de trabalho assinada no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 35,2 milhões, subindo 2,0% (690 mil) frente ao trimestre anterior e 11,6% (acréscimo de 3,7 milhões) na comparação anual. Já o volume de empregados sem carteira assinada (12,5 milhões) foi o maior da série. Este contingente apresentou estabilidade em relação ao trimestre anterior e teve alta 20,8% (2,2 milhões) no ano. O número de trabalhadores por conta própria (25,5 milhões) manteve-se estável na comparação, mas subiu 7,2% (mais 1,7 milhão) no ano.

O número de trabalhadores domésticos (5,8 milhões) apresentou estabilidade no confronto com o trimestre anterior e subiu 22,7% (mais 1,0 milhão) no ano. Já os empregadores (4,1 milhões) cresceram 11,2% (414 mil) em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A taxa de informalidade foi de 40,1% da população ocupada, ou 38,7 milhões de trabalhadores informais. No trimestre anterior, a taxa havia sido de 40,4% e, no mesmo trimestre do ano anterior, 39,3%.

Rendimento

O rendimento real habitual, de R$ 2.569 no trimestre encerrado em abril, apresentou estabilidade frente ao trimestre anterior e redução de 7,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. A massa de rendimento real habitual (R$ 242,9 bilhões) cresceu frente ao trimestre passado e ficou estável na comparação anual.

Atividades

Entre as atividades, houve aumento no grupamento de Transporte, armazenagem e correio (3,1%, ou mais 152 mil pessoas), Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,5%, ou mais 251 mil pessoas) e Outros serviços (4,8%, ou mais 233 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Monitoramento

A Pnad Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de 2 mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.

COMPARTILHE:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PATROCINADORES

Leia também

Em breve