O mês foi marcado pela elevação dos custos dos insumo, com a taxa de inflação atingindo o segundo nível na história da pesquisa.
O PMI de serviços do Brasil, estabelecido pelo Índice de Atividades de Gerentes de Compras, fechou abril em 60,6 pontos, apresentando crescimento de 2,5 pontos em relação a março, quando encerrou em 50,1, segundo o relatório divulgado nesta quarta-feira (4) pela S&P Global. Conforme aponta o levantamento, é o maior avanço da atividade nos últimos 15 anos. Essa recuperação está relacionada ao fim das restrições sanitárias em razão da pandemia de covid-19, além das políticas públicas favoráveis e à recuperação da demanda.
A diretora associada de economia da S&P Global, Pollyana de Lima, destaca que “o aumento da demanda representou a melhor fase da criação de empregos entre os prestadores de serviços desde meados de 2007, o que se mostra um bom sinal para o mercado de trabalho e o consumo futuro”.
Apesar do balanço positivo de abril, o levantamento revela que houve um aumento das pressões inflacionárias “com os prestadores de serviços elevando os preços de venda a um ritmo sem precedentes em resposta ao aumento acentuado das despesas operacionais”, explica Pollyana.
Insumos
As novas encomendas de serviços expandiram em abril no ritmo mais forte em pouco menos de 15 anos, com destaque para os serviços ao consumidor. O mês foi marcado pela forte elevação dos custos dos insumos do setor de serviços, com a taxa de inflação atingindo o segundo nível na história da pesquisa, atrás apenas do recorde de novembro. Os entrevistados citaram a força do dólar, além de custos mais elevados de combustíveis, matérias-primas, transportes e serviços públicos.
Isso foi repassado ao consumidor, com a taxa de preços cobrados batendo assim um recorde na série histórica, com destaque para o subsetor de Transporte, Informação e Comunicação.
