Mesmo com a segunda alta mensal seguida, setor não conseguiu eliminar as perdas de janeiro e permanece 2,1% abaixo do patamar pré-pandêmico
Em março de 2022, a produção industrial cresceu 0,3%, após alta de 0,7% do mês anterior. Na comparação com 2021, o setor acumula queda de 4,5% no primeiro trimestre deste ano. Já no acumulado nos últimos 12 meses, o índice chegou a 1,8%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mesmo com a segunda alta mensal seguida, a indústria não conseguiu eliminar as perdas de janeiro (-2%) e permanece 2,1% abaixo do patamar de antes do início da pandemia, de fevereiro de 2020.
As atividades que puxaram o crescimento foram veículos automotores, reboques e carrocerias (6,9%), outros produtos químicos (7,8%), bebidas (6,4%) e máquinas e equipamentos (4,9%), com as três primeiras intensificando o avanço observado no mês anterior: 4,3%, 0,6% e 6,1%, respectivamente. Outras contribuições positivas vieram de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (7,9%), de couro, artigos para viagem e calçados (8,9%) e de indústrias extrativas (0,9%).
Entre as doze atividades em queda, produtos alimentícios (-1,7%), produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-2,1%) e produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-8,4%) foram os principais impactos em março de 2022, com a primeira interrompendo quatro meses consecutivos de alta, período em que acumulou expansão de 14,9%.

