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FMI melhora previsão de crescimento do Brasil

Da redação
19 de abril de 2022
Estimativa de avanço da economia passou de 0,3% para 0,8% em 2022

O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima a estimativa de crescimento do Brasil para 2022 e 2023 em relação à previsão que a própria instituição apresentou no relatório de janeiro. Segundo o relatório divulgado nesta terça-feira (19), o país deve crescer neste ano 0,8%.

Por outro lado, cortou a expectativa para 2023 em 0,2 ponto percentual, projetando uma expansão econômica de 1,4%. O FMI está bem mais pessimista do que o Ministério da Economia, que projeta que a economia brasileira irá crescer 1,5% este ano, indo a 2,5% em 2023.

Mundo

O conjunto das economias dos países desenvolvidos, que geralmente pesam no desempenho de emergentes e pobres por meio do comércio, deve crescer 3,3% neste ano. Em janeiro, o Fundo projetava 4,4%. China, considerada emergente pelo Fundo, ficará 1,1 ponto percentual aquém de sua estimativa oficial –deverá crescer 4,4% neste ano.

O Panorama da Economia Mundial traz a projeção de expansão de 3,7% na economia dos Estados Unidos neste ano –0,3 ponto percentual menos que o estimado em janeiro. A Alemanha terá aumento de 2,1% no seu PIB (Produto Interno Bruto). Antes, seria de 3,8%. O Reino Unido, 3,7%, ou seja, 1 ponto percentual menos que o estimado há 3 meses. A Índia terá crescimento de 8,2% em 2022, e o México, de 2%. Pior será para os dois países diretamente em conflito. O FMI estima que o PIB da Rússia caia 8,5% neste ano e 2,3% em 2023. A economia da Ucrânia deve despencar 35%. Não há projeção para os próximos anos.

Futuro do Brasil

As perspectivas do Fundo são de expansão de 3,8% e 4,4% em 2022 e 2023, respectivamente. No relatório de janeiro, essas estimativas estavam em 4,8% e 4,7%. “O Brasil respondeu à inflação mais alta elevando os juros em 9,75 pontos percentuais ao longo do último ano, o que pesará sobre a demanda doméstica”, informou o Fundo no relatório, alertando que reduções nas estimativas de crescimento para os Estados Unidos e a China também devem impactar o cenário para os parceiros comerciais desses países na região.

O FMI estima inflação de 8,2% no Brasil este ano e de 5,1% em 2023, resultados que ficam bem acima das metas –de 3,50% em 2022 e 3,25% em 2023 medidos pelo IPCA, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O Fundo ainda calcula taxa de desemprego no país de 13,7% e 12,9% respectivamente neste ano e no próximo, com déficits na conta corrente de 1,5% e 1,6% do PIB.

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