Pesquisa inédita feita pela Exame/Ideia mostra o que pensa a geração Z brasileira, da economia ao meio-ambiente — e como isso pode impactar as eleições
O engajamento dos jovens no debate eleitoral deste ano vem ganhando espaço ao longo das últimas semanas. Um movimento para que novos eleitores participem do pleito presidencial está disseminado nas redes sociais, no meio artístico e no radar nos marqueteiros da direita e da esquerda. A mais recente pesquisa Exame/Ideia, publicada neste domingo (17) mostra que o debate tem surtido efeito. Dos jovens com 16 e 17 anos ouvidos, nove em cada dez (87%) dos que ainda não possuem título de eleitor afirmaram que pretendem tirá-lo. Ainda, quando perguntados se consideram importante que jovens até 18 anos participem do processo eleitoral, 86% dos que têm 16 e 17 anos disseram concordar com a afirmação.


O levantamento foi feito com jovens entre 16 e 24 anos, grupo chamado “geração Z”. Foram ouvidas mil pessoas de todo o Brasil nesta faixa etária, entre os dias 4 e 13 de abril. Na prática, o desejo por participar da eleição pode não se materializar a tempo, pois o prazo para tirar o título de eleitor vai até 4 de maio. Os últimos números do TSE no começo de abril apontavam que só um em cada cinco jovens habilitados havia se registrado. “Mas existe um grande senso de que é preciso participar do processo, tirar o título para votar, e os números mostram que o debate está muito presente”, diz Maurício Moura, fundador do IDEIA.


Embora o meio ambiente seja uma unanimidade entre os jovens, a geração Z brasileira tem visões heterogêneas entre si, que podem ser diferentes em relação ao mesmo grupo em grandes centros urbanos ou em países desenvolvidos. Nos temas comportamentais, os jovens brasileiros responderam que são contra a descriminalização da maconha para fins recreativos (61% são contra); são majoritariamente contra a ampliação do acesso a armas (72% são contrários); estão divididos sobre o aborto (48% são contra a descriminalização e 46% a favor); quase metade (48%) é muito ou médio ativo em suas igrejas, e 61% disseram concordar que a igreja está “envolvida demais na política”.
_______________________________
Por Carolina Riveira
Publicado originalmente em: https://cutt.ly/3F1twaF
