Saldo de janeiro é 62% superior à criação de empregos no mesmo período de 2021

O setor de serviços gerou 29.607 empregos com carteira de trabalho assinada em janeiro deste ano no estado de São Paulo. O número foi o maior para o mês nos últimos três anos, desde a instituição do novo sistema do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Os dados divulgados nesta quinta-feira (17) são da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).
De acordo com o levantamento, o saldo de janeiro é 62% superior à criação de vagas laborais observada no mesmo período do ano passado, quando o setor apontou a geração de 18.264 postos de trabalho.
O desempenho mensal é reflexo principalmente dos serviços educacionais e de saúde, que se destacaram entre as atividades. Dentre os setores de educação, os segmentos de educação infantil e ensino fundamental foram responsáveis pela criação de 6.353 vagas. Já em saúde, o atendimento hospitalar respondeu pelo surgimento de 2.347 postos de trabalho. Com pouco mais de 6,571 milhões de empregos, o avanço do primeiro mês do ano significou crescimento de 0,45% na empregabilidade do setor. O que justificou os números da educação foi o início do ano letivo. Contudo, o desempenho também foi resultado do processo de reconstrução das atividades no pós-pandemia.

Tendência
A tendência para os próximos meses, porém, é de arrefecimento do mercado de trabalho, segundo a FecomercioSP. Ainda que exceções setoriais possam ocorrer às atividades que ainda se reequilibram após a reabertura, a queda na economia frente à inflação elevada, que obriga o aumento dos juros – somada às incertezas geradas pelo período eleitoral e a acontecimentos internacionais, como a guerra na Ucrânia, trazendo reflexos diretos em preços e cadeias de suprimentos –, cria um cenário ruim para o consumo. Isso afeta diretamente a capacidade de geração de receitas das empresas, assim como os níveis de investimentos.
São Paulo
Na capital, o comércio também ficou negativo em janeiro. Houve redução de 6.271 vagas, puxado pelo varejo (-6.950), especialmente nos hipermercados e supermercados (-2.915 vagas), e pelos varejistas de vestuário e acessórios (-1.649). Entre o início de fevereiro do ano passado e o fim de janeiro de 2022, o comércio paulistano criou 44.299 empregos celetistas. O varejo participou com 28.529 vagas; o atacado, com 10.869; e o comércio e reparação de veículos, com 4.901 postos de trabalho. Nos serviços paulistanos, são mais de 202 mil vagas com carteira assinada em 12 meses.
