Essa foi a sétima queda consecutiva do indicador
O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 1,7 ponto de janeiro para fevereiro deste ano. Essa foi a sétima queda consecutiva do indicador, que atingiu 96,7 pontos, em uma escala de 0 a 200 pontos, o menor nível desde julho de 2020 (89,8 pontos).

De acordo com a FGV, o Índice Situação Atual (ISA), que mede a confiança do empresário da indústria no presente, caiu 1,3 ponto, para 98,5 pontos, menor valor desde agosto de 2020 (97,8 pontos). O componente que mede a situação atual dos negócios foi o que mais contribuiu para o resultado.
Porvir
O Índice de Expectativas (IE), que mede a confiança no futuro, recuou 2,2 pontos para 94,9 pontos, menor patamar desde julho de 2020 (90,5 pontos), puxado principalmente pelo componente de tendência dos negócios para os próximos seis meses.
Entre os quesitos que compõem o ISA, o pior desempenho se deu no indicador que mede a situação atual dos negócios, que caiu 2,5 pontos para 86,9 pontos e chegou ao menor nível desde junho de 2020.
O indicador de demanda total recuou 0,9 ponto para 98,6 pontos, o menor patamar desde agosto de 2020 e acumula perda de 15 pontos nos últimos oito meses. O indicador de estoques apresentou movimento de acomodação ao ceder 0,5 ponto para 110,1.
Segundo o FGV/Ibre, dos indicadores que integram o IE, a tendência dos negócios para os próximos seis meses foi o que mais influenciou a queda do ICI no mês de fevereiro, ao cair 4,7 pontos para 90,7 pontos, menor nível desde agosto de 2020 (88,8 pontos).
O emprego previsto para os próximos meses se manteve relativamente estável ao recuar 0,5 ponto para 101,6 pontos, enquanto a produção prevista para os próximos três meses continua em trajetória negativa pelo terceiro mês consecutivo, caindo 1,5 ponto, para 92,6 pontos, menor valor desde abril de 2021.
Segundo a fundação, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada recuou 0,8 ponto percentual, para 79,9%.
