A inflação registrada na China fechou novembro com um acumulado anual de 2,3%, acelerando a tendência de alta mostrada desde o outubro, informou o National Bureau of Statistics (NBS, na sigla em inglês) nesta quinta-feira (9). É uma elevação significativa em relação ao resultado de 1,5% de outubro e o crescimento mais expressivo desde agosto de 2020.
A entidade afirmou que, em termos gerais, o preço dos alimentos subiu 1,6%, o que foi um fator preponderante no comportamento do índice de preços ao consumidor. O país teve um aumento de 30,6% no preço das verduras frescas, que superou o da carne suína, que disparou por 20 meses consecutivos após a propagação da gripe suína africana em agosto de 2019. Enquanto isso, a inflação no atacado industrial aumentou 12,9% e foi ligeiramente menor do que em outubro, graças às medidas para conter o aumento do custo de matérias-primas e energia.
A China enfrenta ventos contrários às vésperas de 2022, incluindo a desaceleração de seu setor imobiliário. O NBS recomendou na segunda-feira (6) que as autoridades estabeleçam uma meta de crescimento econômico de mais de 5% para o próximo ano e uma de inflação ao consumidor de 3%.
