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Grandes petroleiras disputam blocos em leilão no Brasil apesar de decisão do TCU

Grandes petroleiras disputam blocos em leilão no Brasil apesar de decisão do TCU

Por Alexandra Alper

RIO DE JANEIRO (Reuters) – Grandes petroleiras se reunirão nesta quinta-feira no Rio de Janeiro para disputar blocos exploratórios próximos ao polígono do pré-sal, mesmo depois de o Tribunal de Contas da União (TCU) ter excluído na véspera as duas principais áreas do certame.

Vinte empresas, incluindo Chevron, BP, Exxon Mobil, Shell, Statoil e Total, estão inscritas para o leilão que irá ofertar, sob regime de concessão, 68 blocos em bacias marítimas e terrestres.

Grandes apostas eram esperadas por dois blocos na Bacia de Santos, que exigiam lances mínimos de 1,65 bilhão de reais e 1,9 bilhão de reais cada, ambos com potencial para pré-sal.

Mas em uma reviravolta, o TCU bloqueou a inclusão dessas áreas, argumentando que eles deveriam ser leiloados sob o modelo de partilha de produção, para criar mais valor para o Estado.

“Há blocos que serão atraentes para o setor, mas (o TCU) tirou o filé”, disse Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), que frisou que a arrecadação do governo seria fortemente afetada pela exclusão.

Os preços mais altos do petróleo aumentaram o apetite das grandes petroleiras por ativos em mar mais caros e de maior rendimento, embora alguns projetos ainda sejam considerados caros demais para serem viáveis.

Quinze blocos nas bacias de Campos e Santos, com potencial de pré-sal, serão ofertados.

Também serão ofertados blocos nas bacias marítimas do Ceará, Potiguar e Sergipe-Alagoas, bem como áreas nas bacias terrestres de Parnaíba e Paraná.

Na terça-feira, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse que a empresa participaria seletivamente do leilão, optando por formar consórcios com outras empresas para concorrer a blocos que exigem grandes investimentos.

Alguns esperam que os lances possam ser maiores do que o usual antes da eleição presidencial em outubro, que poderá levar ao poder um candidato que busca deter ou desacelerar o investimento privado no setor de petróleo do Brasil.

Mas, neste ano, pode haver mais oportunidades do que se pensava anteriormente para buscar participações no pré-sal brasileiro.

A reguladora ANP programou uma rodada do pré-sal sob regime de partilha para junho, que poderá ser seguida por um megaleilão do pré-sal na Bacia de Santos no segundo semestre, caso governo e Petrobras concluam uma disputa envolvendo as áreas.

O Ministério de Minas e Energia também disse na quarta-feira que buscaria leiloar no fim deste ano os dois blocos de Santos eliminados pelo TCU.

(Por Alexandra Alper)

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