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Brasil vai ampliar exportação de terras-raras, fundamentais para a eletrônica


Deixar quieto. mexo na quinta-feira 22

Dona do que pode ser a segunda maior reserva global de terras-raras, o Brasil aos poucos tenta aumentar o peso de sua participação na cadeia do minério mais importante para a produção de itens de alta tecnologia. Um dos principais passos será o início das operações do projeto em Minaçu, no norte de Goiás, prevista para os primeiros meses de 2022

De acordo com o Serviço Geológico Americano (USGS, na sigla em inglês), há mais de 22 milhões de toneladas mapeadas no território brasileiro e uma produção anual de apenas 2 mil toneladas. As maiores reservas estão na região de Seis Lagos (AM), em Araxá (MG) e em Minaçu (GO).

Fundamentais para a fabricação de produtos eletrônicos, as terras-raras estão em smartphones, veículos elétricos, turbinas eólicas, supercondutores e componentes aeronáuticos de última geração. Por isso, esse tesouro está

A Mineração Serra Verde fechou acordos com líderes do mercado global para o fornecimento de concentrado de terras raras assim que iniciar a sua operação no projeto em Minaçu, Goiás, nos primeiros meses de 2022. A informação foi confirmada pelo vice-presidente executivo da Mineração Serra Verde, Luciano Borges, durante o primeiro dia de programação do V Seminário Brasileiro de Terras Raras, realizado pelo Centro de Desenvolvimento de Tecnologia Nuclear (CDTN), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O projeto de terras raras da Mineração Serra Verde caminha para se tornar o primeiro empreendimento de classe mundial para a produção desses minerais no Hemisfério Ocidental. Em 2020, a companhia anunciou melhorias no processo produtivo, permitindo a reciclagem total da água e dos reagentes utilizados para extrair e concentrar as terras raras contidas em seu minério, bem como a eliminação do uso de ácidos comumente empregados na extração de terras raras por lixiviação.

Com isso, conseguiu eliminar, também, a necessidade de uma barragem de rejeitos, já que toda água resultante do processo e os demais são 100% reciclados no processo, permitindo a geração apenas de resíduos sólidos e inertes, conferindo mais sustentabilidade e segurança à operação.

Para Luciano Borges, o objetivo é ter uma operação ambientalmente amigável, socialmente responsável e com posicionamento competitivo no mercado global. “Ancorado nesses pilares, de respeito ao meio ambiente, responsabilidade social e governança corporativa, somos o único projeto no mundo com condições reais de atender ao rápido crescimento da demanda por terras raras em curto prazo. E temos expectativa de alcançar de 5% a 6% do market share do mercado global ainda na primeira fase da operação”, afirma Luciano Borges.

A construção do projeto da Mineração Serra Verde em Minaçu está prevista para ser concluída até o fim de 2021. A futura mina terá capacidade para produzir 7 mil toneladas por ano de concentrado de terras raras, com vida útil estimada em 24 anos.

Fonte: USGS

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