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Na ONU, Bolsonaro defende cloroquina, auxílio de US$ 800 e descarta corrupção

No tradicional discurso de abertura na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) feito pelo Brasil nesta terça-feira (21), o presidente Jair Bolsonaro (imagem), apresentou um país diferente. Afirmou que não há casos concretos de corrupção no governo – só se esqueceu de mencionar o orçamento paralelo, rachadinha envolvendo seus familiares e a CPI da Pandemia, que investiga corrupção na aquisição de vacinas contra a covid-19 no Ministério da Saúde durante seu governo.

“A pandemia pegou a todos de surpresa em 2020”, afirmou. Ele voltou a falar da cloroquina, disse que se tratou com a medicação e não entende porque a comunidade científica é tão reticente quanto ao tratamento. A surpresa no caso pode ser chinesa ou europeia, mas brasileira não. A América do Sul foi o último continente a sentir a pandemia e a viu chegar pelo noticiário internacional. O presidente desde o início a chamou de “gripezinha”, mas também não foi citado no discurso. Ainda de acordo com ele, o auxílio emergencial foi de US$ 800. Bolsonaro disse que até novembro todos os brasileiros estarão imunizados.

Bolsonaro destacou as desestatizações a fim de mostrar o trabalho do governo: “Foram contratados US$ 100 bilhões de novos investimentos e arrecadados US$ 23 bilhões em outorgas”, como o marco legal do saneamento básico e os investimentos na malha ferroviária. Em meio às criticas que o governo sofre no que tange às queimadas da Amazônia, o presidente enalteceu a complexidade do código florestal e o agronegócio de baixo carbono. “Exportamos ao mundo usando 8% do nosso território”, afirmou. Ele destacou que os empregos verdes serão brasileiros. “Energia renovável, agricultura sustentável, indústria de baixa emissão, saneamento básico, tratamento de resíduos e turismo”, destacou.

Ele também afirmou que seu governo respeita a Constituição, apesar de pregar soluções autoritárias, e que o 7 de setembro contou com manifestações “patrióticas” e não atos de cunho antidemocrático. Ele disse que as marchas em seu apoio foram as maiores movimentações políticas que o Brasil já teve – esquecendo as Diretas Já, o Fora Collor e os protestos contra Dilma. Para ele, o Brasil retomou credibilidade externa durante seu governo, mas não quis citar a fuga de capital. Durante seu discurso, uma surpresa foi afirmação que o Brasil concederá vistos humanitários aos afegãos cristãos, mulheres e juízes.

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