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Boletim da Pandemia 40: Tedros repreende; chega de cloroquina; show britânico

Adhanom critica países desenvolvidos
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom (imagem), cobrou da comunidade internacional ações que garantam uma distribuição igualitária das vacinas e classificou a situação como uma “catástrofe moral”. Ele também explicou que agir de maneira nacionalista só prolongará a pandemia. De acordo com Adhanom, 40 milhões de doses foram aplicadas nos países desenvolvidos e apenas 25 milhões foram distribuídas aos mais pobres. “Alguns países e empresas continuam priorizando acordos bilaterais, contornando o [consórcio] Covax, impulsionando os preços para furar a fila”, criticou. De acordo com a OMS, o acordo deve servir para acelerar a imunização global. As primeiras doses devem ser entregues em fevereiro. A meta é distribuir mais de 2 bilhões de doses em todo o mundo. O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, concorda em reduzir os pedidos do imunizante da Pfizer para que a OMS mande mais aos países subdesenvolvidos. “Vamos substituir. De qualquer forma, isso não muda o nosso plano, porque já estamos em busca de outras vacinas”, afirmou Obrador. O México está negociando as vacinas da chinesa CanSino, Sputnik V (Instituto Gamaleya) e a AstraZeneca/Oxford. O México iniciou sua campanha em 24 de dezembro.

A saúde financeira dos países
A União Pró-Vacina, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), afirma: “As vacinas permitem que os sistemas públicos de saúde economizem seus investimentos”. Confira:

Cadastro para imunização
O governo paulista lançou o site Vacina Já, uma plataforma de pré-cadastro para as vacinações. Nesta primeira etapa, o grupo prioritário é formado por profissionais de saúde e indígenas, conforme mostra o site. Vale destacar que ele não se trata de agendamento, mas um modo de organizar os atendimentos nos postos, a fim de evitar aglomerações. Aqueles que não conseguirem fazer o cadastro não precisam se preocupar. A vacinação é garantida de qualquer forma.

Sem mais questionamentos

Foto Reprodução/Adriano Machado/Reuters

O editor-chefe da revista “The American Journal of Medicine”, Joseph Alper, desmentiu o presidente Jair Bolsonaro sobre a cloroquina e sua efetividade contra a covid-19. Bolsonaro usou um artigo publicado em agosto por Alper para defender o uso do medicamento. “A recomendação foi baseada na observação de que, in vitro, a cloroquina inibe a replicação viral. Mas, como sabemos agora, não é eficaz uma vez que o paciente adquira a covid”, explicou Alpert. Ainda sobre a cloroquina, ao ser questionado por jornalistas, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, mentiu ao negar que ministério e ele tenham indicado o remédio para “tratamento precoce”. Porém, o aplicativo TrateCOV, da Saúde, foi lançado em sua gestão para receitar medicamentos sem comprovação.

Intervalo maior
A farmacêutica Sinovac afirmou que o estudo clínico com a CoronaVac realizado no Brasil apontou que o imunizante foi até 20 pontos percentuais mais eficaz em um pequeno subgrupo de pacientes que receberam a segunda dose em um intervalo maior (3 semanas). Até a apresentação de resultados mais conclusivos, o intervalo se manterá em 14 dias. O epidemiologista Pedro Curi Hallal explicou que a vacinação em larga escala só teria efeito na população após três meses. Até lá, medidas de controle devem continuar.

Início tímido

O secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn (imagem), afirmou que as doses disponíveis para o início da imunização estão abaixo do esperado para atender o grupo prioritário. Em entrevista à GloboNews, Gorinchteyn explicou que o ideal seria o Brasil ter uma vacinação em massa já neste momento, mas que indefinições do Ministério da Saúde atrasaram o processo. “Esta é a única forma de mudar a história de mortes”, afirmou. O Instituto Butantan fez um novo pedido emergencial de 4,8 milhões de doses da CoronaVac à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Logística não é uma habilidade

Apesar da campanha de imunização ter começado, não significa garantia de eficiência. O Ministério da Saúde mudou os horário de alguns voos com as vacinas, comprometendo o cronograma dos estados. Até o fim da tarde somente Distrito Federal, São Paulo e Santa Catarina haviam recebido seus lotes. No caso do Rio de Janeiro, a previsão de chegada dos imunizantes ficou para esta terça-feira (19), mas no planejamento inicial, os cariocas receberiam as doses ali pelas 13h desta segunda-feira (18). Após negociações, uma parte do carregamento chegou ao Rio. O governo do Sergipe aguardava as vacinas para as 12h, mas as vacinas ficaram de chegar a partir das 21h. O mesmo valeria para Bahia e Tocantins. Não há previsão para Rio Grande do Norte, Paraná e Alagoas.

Novo capítulo da Sputnik V
O Fundo Russo de Investimentos Direto (RDIF, na sigla em inglês), por meio da embaixada da Rússia no Brasil, negou que o pedido de autorização emergencial para a Sputnik V tenha sido recusado pela Anvisa. “A solicitação de informações adicionais pelo regulador é um procedimento padrão e não significa uma recusa de registro”, explica uma nota. A Anvisa explicou que as informações eram insuficientes, pois os estudos clínicos da fase 3 ainda não foram finalizados. O RDIF afirmou que espera que o projeto de lei que autoriza os imunizantes no Brasil já liberados em outros países seja aprovado – está em tramitação no Senado. A vacina russa foi aprovada na Argentina, Bolívia, Paraguai, Venezuela, Palestina, Argélia, Sérvia e Belarus.

Fronteiras fechadas
A Austrália deverá manter suas fronteiras fechadas durante a maior parte deste ano, mesmo que a maioria da sua população seja vacinada nos próximos meses. “Acredito que teremos restrições fronteiriças significativas durante a maior parte de 2021, mesmo que a maioria da população seja vacinada. Não sabemos se a vacina irá impedir a transmissão do vírus”, afirmou o secretário do ministério da Saúde, Brendan Murphy. A Austrália também anunciou uma missão de repatriação de cidadãos australianos no estrangeiro (30 mil).

Um show britânico
O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, afirmou em seu Twitter que o país já imunizou 4 milhões de pessoas. Vale lembrar que o país foi o primeiro do mundo a aprovar uma vacina covid-19 de uso emergencial, em 8 de dezembro de 2020. A escolhida foi a da Pfizer/BioNTech. O premiê também visitou a farmacêutica AstraZeneca, como mostra a conta e rede social de seu gabinete.

Painel Coronavírus
Dados atualizados em 18/01/21 – 19h30

Casos confirmados
• 8.511.770 – acumulado
• 23.671 – casos novos
• 7.452.047 – casos recuperados
• 849.824 – em acompanhamento
• 4.050,4 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Óbitos confirmados
• 210.299 – óbitos acumulados
• 452 – casos novos
• 2,5% – Letalidade
• 100,1 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

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