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Boletim da Pandemia 37: 2 milhões de mortos; Manaus asfixiada; vacina de astronauta

Luto global

De acordo com os dados da Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos, o patamar de 2 milhões de mortos por covid-19 foi atingido. Os EUA continuam na liderança, com 388 mil mortos e uma média de 2,2 mil óbitos diários até a última semana, seguido por Índia, Brasil, México e Reino Unido, respectivamente. A instituição também apontou que, entre dezembro e metade de janeiro, foram registradas mais de 500 mil mortes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) constatou que o coronavírus matou mais que a malária e a tuberculose em 2020. O futuro chefe de gabinete do presidente eleito Joe Biden, Ron Klain, afirmou ao Washington Post que os EUA devem chegar aos 500.000 mortos em fevereiro.

Para não ficar doente, vacine-se
A União Pró-Vacina, do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA-USP), afirma: “As vacinas salvam mais de 3 milhões de vidas por ano”. Confira:

O depoimento de um médico
Manaus está passando pelo momento mais trágico da pandemia no Brasil, não só pela explosão de novos casos e internações, mas pela má administração da saúde local. Nesta semana, a falta de cilindros de oxigênio nos hospitais manauenses matou pacientes, literalmente, por asfixia. Um vídeo do intensivista do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), Anfremon D’Amazonas, viralizou no Instagram. Nele, o médico lamenta a situação do HUGV. “A gente conseguiu salvar quem dava, quem podia”, afirmou. Além do depoimento, ele criticou a obsessão do governo federal sobre o uso do “tratamento precoce” com cloroquina e ivermectina: “Dizer que o que está acontecendo em Manaus foi por falta de tratamento precoce é uma sacanagem com quem trabalha sério”. Para piorar, uma reportagem da rádio BandNews FM revelou que o Planalto elevou os impostos de importação dos cilindros no mês anterior. O produtos estava isento desde o início da pandemia, mas renovação do decreto foi deixada de lado. Por solidariedade ou provocação, Nicolás Maduro, governante autocrático da Venezuela, resolveu desabastecer seu próprio país para disponibilizar oxigênio de fábricas privadas para atender os amazonenses. O anúncio foi feito pelo ministro das Relações Exteriores venezuelano, Jorge Arreaza.

Cepa inocentada
O diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, afirmou que é fácil colocar a culpa na nova cepa para justificar o colapso de Manaus. “As variantes podem ter um impacto. É fácil colocar a culpa no vírus. Mas precisamos analisar o que nós não fizemos. Precisamos aceitar a nossa culpa individualmente, como comunidade, como governo”.

Israel erra na dose
Uma idosa de 67 anos recebeu uma superdose cinco vezes maior que o indicado da vacina da Pfizer/BioNTech. Quando o erro foi percebido, ela foi levada ao Centro Médico Shaare Zedek para observação não presentou problemas. É a segunda vez que isso ocorre na campanha israelense. “Depois de tantos pacientes, a enfermeira, que às vezes está acostumada a injetar todo o conteúdo da seringa, se enganou e pegou todo o composto”, afirmou Cyrille Cohen, chefe do laboratório de imunoterapia da Universidade Bar-Ilan. Vale destacar que a Pfizer administrou superdoses durante seus testes clínicos e poucos efeitos colaterais foram registrados.

Vacina da Oxford é segura
A Comissão Técnica Nacional em Biossegurança (CTNBio), do Ministério da Ciência e Tecnologia, afirmou que a vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é segura. Por lei, cabe ao colegiado emitir parecer sobre a segurança de organismos geneticamente modificados (OGMs). A avaliação é uma etapa protocolar, mas não significa a autorização emergencial.

Distribuição da CoronaVac
O governo paulista anunciou que já possui 6 milhões de doses prontas para aplicação da CoronaVac, produzida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan. Desse total, 4,5 milhões estão sendo rotuladas e serão encaminhadas ao governo federal para a distribuição aos demais estados e ao Distrito Federal. O restante permanecerá em São Paulo para uso local.

Peru em estado crítico

Dos 12 mil médicos infectados no Peru, pelo menos, 230 morreram desde o início da pandemia. As condições insalubres e a alta carga horária de trabalho mantêm os profissionais altamente expostos. De acordo com a reportagem da BBC, a classe estaria organizando uma greve nos setores não essenciais para obter mais recursos do governo. “Não se trata de ganhar mais dinheiro. Quando você precisa comprar seu próprio EPI e usar uma máscara descartável por mais de uma semana, algo está realmente errado”, afirmou Juan Ramirez, médico organizador da paralisação na província de Loreto. Para completar, assim como em Manaus, o Peru está passando por grave problema de falta de cilindros de oxigênio. Para salvar parentes, os cidadãos recorrem ao mercado informal, abrindo mão de qualquer garantia de qualidade e segurança. Uma reportagem do Washington Post mostrou o caso de Denisse Rodríguez, que gastou US$ 1.300 (4.500 soles) em um cilindro para salvar o filho acamado – um duro golpe financeiro. “Sem o oxigênio, meu filho não consegue sobreviver à noite”. Vale destacar que, em tese, o Peru tem um sistema de saúde universal como o SUS, porém é um dos países da América Latina que menos investe em saúde pública.

Outra estratégia

Diferente dos países que já iniciaram as imunizações, a Indonésia resolveu começar sua campanha por aqueles que espalham o vírus e não pelo grupo de risco. Os trabalhadores entre 18 a 59 anos terão preferência. “Estamos nos concentrando naqueles que têm muito contato com outras pessoas para realizar seu trabalho. Não se trata apenas de economia, é para proteger as pessoas”, afirmou o ministro da Saúde, Budi Gunadi Sadikin. Ao ser questionado sobre a mortalidade do grupo de risco, o governo acrescentou que será oferecida a proteção aos idosos, mas não detalhou como.

Top secret: a vacina X do astronauta
Em entrevista ao programa Brasil Urgente, da TV Bandeirantes, o presidente Jair Bolsonaro fez afirmações curiosas ao apresentador José Luiz Datena. De acordo com o presidente, o ministro de Ciências e Tecnologia, o ex-astronauta Marcos Pontes, está desenvolvendo uma vacina. O presidente afirmou não saber o local ou qual laboratório é parceiro do ministro. “Ele acha que pode ficar pronta este ano, na fase experimental ainda”, disse o presidente, completando: “O Marcos Pontes é uma pessoa aí diferenciada. Eu não sei onde está sendo construída essa vacina aqui”.

Painel Coronavírus
Dados atualizados em 15/01/21 – 19h15

Casos confirmados
• 8.393.492 – acumulado
• 69.198 – casos novos
• 7.361.379 – casos recuperados
• 823.867 – em acompanhamento
• 3.994,1 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Óbitos confirmados
• 208.249 – óbitos acumulados
• 1.151 – casos novos
• 2,5% – Letalidade
• 99,1 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

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