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No Capitalismo Consciente, lucrar é bom, mas não é tudo

No Capitalismo Consciente, lucrar é bom, mas não é tudo

Gerar valor para a sociedade e não buscar apenas o lucro. Esse deve ser o propósito das empresas, de acordo com os preceitos do movimento Capitalismo Consciente, nascido nos Estados Unidos em 2010 e que vem ganhando espaço no ambiente de negócios. MONEY REPORT conversou com Hugo Bethlem, diretor-geral do Instituto Capitalismo Consciente Brasil.

O que é o Movimento Capitalismo Consciente?

É um movimento internacional, que nasceu nos Estados Unidos em 2010 e é baseado em quatro pilares: propósito, liderança consciente, relação equânime entre os stakeholders e cultura e valores. Trouxemos para o Brasil em 2013.

O que ele defende?

A busca pelo propósito acima da busca pelo lucro em curto prazo. Já é comprovado que desta forma o acionista terá, em longo prazo, mais retorno do que teria se perseguisse apenas o lucro a todo custo. Em outras palavras, o capitalismo consciente gera impacto social para todos os players: o colaborador, o consumidor, o fornecedor, a comunidade, o governo.

O movimento chegou ao Brasil em 2013. Como as empresas brasileiras responderam?

Tivemos uma resposta muito positiva, mas ainda vivemos um período de amadurecimento. Percebemos uma aceitação grande, principalmente, por parte dos jovens universitários, que já nascem com esse propósito e querem trabalhar em algo que realmente acreditam, não simplesmente receber um salário alto.

O capitalismo colaborativo é uma preocupação verdadeira das empresas ou só uma estratégia de marketing?

O capitalismo consciente é sinônimo de colaborativo. Acima de tudo é capitalismo. Existe concorrência, mas concorrência justa. Não abrimos mão do lucro. A questão é que empresa, colaborador e sociedade receberão esse valor. Não acreditamos nessa história de não receber lucro nenhum, apenas caminhamos para um movimento mais consciente.

O senhor poderia dar exemplos de empresas que adotam o capitalismo consciente?

A Ambev tem um trabalho de recuperação para os plantadores de guaraná na Amazônia, no qual aproxima os trabalhadores às suas comunidades, trazendo um retorno maior para este grupo de pessoas. Além disso, adquiriu em 2016 a Suco do Bem e faz um ótimo trabalho com a Ama, em que todo o lucro é investido na geração de água potável para quem não tem.

A Unilever também é forte neste movimento.

Sim, 70% do lucro gerado pela empresa no mundo em 2017 vieram de seus negócios sustentáveis.

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