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EUA analisam relatos de que 3 americanos detidos na Coreia do Norte foram transferidos para hotel

WASHINGTON/SEUL (Reuters) – O governo dos Estados Unidos está analisando relatos de que três norte-americanos detidos na Coreia do Norte foram transferidos de um campo de trabalho para um hotel próximo de Pyongyang antes de uma cúpula planejada entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong Un, disse uma autoridade norte-americana na quarta-feira.

Falando sob condição de anonimato, a autoridade disse não haver confirmação imediata de qualquer mudança na situação dos detidos. Autoridades do governo Trump pressionaram por sua libertação como um gesto de boa-vontade da Coreia do Norte antes da reunião inédita entre os dois países, que deve ocorrer no final de maio ou início de junho.

“Como todos estão cientes, o governo anterior passou muito tempo pedindo que os três reféns fossem libertados do campo de trabalho norte-coreano, mas sem sucesso. Fiquem ligados!”, tuitou Trump na noite de quarta-feira.

Em uma reportagem desta quinta-feira, a emissora CNN citou uma fonte não identificada segundo a qual a libertação dos três homens é iminente, acrescentando que a preparação da transferência ocorreu dois meses atrás, quando o ministro das Relações Exteriores norte-coreano viajou à Suécia e propôs a ideia.

Reportagens de quarta-feira da mídia da Coreia do Sul citaram um ativista sul-coreano segundo o qual a Coreia do Norte transferiu os três norte-americanos de um campo de trabalho para um hotel nos arredores da capital.

O ativista em questão, Choi Soung-yong, disse à Reuters que Kim Hak-song, Tony Kim e Kim Dong-chul foram realocados no início de abril seguindo instruções de autoridades superiores, citando moradores de Pyongyang.

Os EUA e a Coreia do Norte “parecem ter decidido uma data para libertar estas pessoas”, disse Choi. “A Coreia do Norte provavelmente quer resolver seus assuntos; reabilitá-los”.

O ativista acrescentou que os três estão sendo mantidos em quartos separados no mesmo hotel e que não sabe o que aconteceu com eles desde que foram transferidos.

“Não podemos confirmar a validade destas reportagens”, disse uma porta-voz do Departamento de Estado dos EUA. “O bem-estar e a segurança de cidadãos dos EUA no exterior é uma das maiores prioridades do Departamento de Estado. Estamos trabalhando para fazer com que os cidadãos dos EUA que estão detidos na Coreia do Norte voltem para casa o mais cedo possível”.

(Por Matt Spetalnick, Susan Heavey, David Brunnstrom e Eric Walsh em Washington, Jon Herskovitz em Austin, Texas e Christine Kim em Seul)

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