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Em desafio a pressão global, Maduro busca reeleição na Venezuela

Por Andrew Cawthorne

CARACAS (Reuters) – O presidente venezuelano Nicolas Maduro busca seu sexto mandato neste domingo em uma eleição condenada por opositores como a “coroação” de um ditador que provavelmente trará novas sanções estrangeiras.

Com a oposição principal boicotando a eleição, dois dos mais populares rivais impedidos de concorrer e instituições estatais em mãos de apoiadores, o ex-motorista de ônibus de 55 anos deve vencer a disputa apesar de sua impopularidade.

Isso poderia disparar sanções de petróleo do governo dos Estados Unidos e mais censura pela União Europeia e América Latina.

O auto-declarado “filho” de Hugo Chavez diz que ele está combatendo uma trama “imperialista” para massacrar o socialismo e tomar conta a riqueza da nação associada à OPEP. Mas opositores dizem que o líder de esquerda destruiu a economia da Venezuela e abafou divergências de forma dura.

O principal desafiante de Maduro é o ex-governador Henri Falcon, que prevê vitória com base em pesquisas mostrando ele à frente e fúria generalizada entre os 30 milhões de pessoas da Venezuela contra o colapso da economia.

“O dia chegou para fazermos história e salvarmos a Venezuela”, Falcon, 56 anos, tuitou no início do domingo, conclamando venezuelanos a votar. Durante sua campanha, ele distribuiu notas falsas de 100 bolívares para simbolizar sua proposta de substituir a combalida moeda.

A maioria dos analistas acredita, entretanto, que Falcon possui somente uma chance mínima dada a estimada abstenção, a divisão da oposição sobre boicotar ou não o pleito, o poder do estado de distribuir benefícios e angariar votos, e os aliados de Maduro na comissão eleitoral.

“Isto não é eleição. É uma farsa destinada a manter Maduro no poder sem apoio popular”, disse Juan PabloGuanipa, da principal coalização de oposição, que está boicotando a votação.

Outro a retirar votos de Falcon, dividindo os votos anti-Maduro, é um terceiro candidato, pastor evangélico Javier Bertucci, que conseguiu um bom apoio durante a campanha, graças a sua distribuição de sopa grátis.

((Tradução Redação São Paulo, 55 11 5644 7757))

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