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Produção industrial cai 1,3% em abril, aponta IBGE

O IBGE divulgou nesta quarta-feira (2) que a produção industrial caiu 1,3% em abril na comparação com março. Esse foi o terceiro resultado negativo consecutivo do setor, que teve uma retração de 4,4% no período. Com isso, a atividade ficou 1% abaixo do patamar pré-pandemia. A queda no mês foi disseminada por 18 das 26 atividades apuradas e foi impactada principalmente pelo tombo de 9,5% de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis. No ano, a indústria acumula ganho de 10,5% e, nos últimos 12 meses, de 1,1%. A produção agora está 17,6% abaixo do nível recorde, registrado em maio de 2011.

“O crescimento da produção industrial já vinha mostrando um arrefecimento desde a segunda metade do ano passado. Com a entrada de 2021, o recrudescimento da pandemia e todos os efeitos que isso traz, o setor industrial mostrou uma diminuição muito evidente de seu ritmo de produção. Isso fica claro não só pelos resultados negativos, mas também pelo maior espalhamento desse ritmo de queda”, destacou o gerente da pesquisa, André Macedo.

A segunda atividade com maior impacto no índice de abril foi produtos alimentícios, que teve queda de 3,4% em relação a março. Outras influências negativas entre as atividades vieram de impressão e reprodução de gravações (-34,8%), de produtos de metal (-4,0%), de couro, artigos para viagem e calçados (-8,9%), de celulose, papel e produtos de papel (-2,6%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-5,2%), de produtos têxteis (-5,4%) e de móveis (-6,5%).

Já entre as oito atividades em alta, os destaques foram as indústrias extrativas (1,6%), com dois meses seguidos de expansão acumulando ganho de 7,4%, máquinas e equipamentos (2,6%), que voltou a crescer após recuar 0,8% em março, e veículos automotores, reboques e carrocerias (1,4%), que interrompeu três meses de queda, acumulando redução de 16,6%.

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