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“Planejar infraestrutura deve ser política de Estado”, diz especialista

“Planejar infraestrutura deve ser política de Estado”, diz especialista

Investimentos privados são a melhor solução para os problemas logísticos do país e projetos de infraestrutura não devem partir de um único governo, mas ser uma política de Estado. Essas são algumas das conclusões do estudo “Infraestrutura – Oportunidades, Desafios e Tendências para 2025”, coordenado pelo economista Paulo Funchal e sócio da consultoria Grant Thornton. Funchal falou com MONEY REPORT

O estudo apontou que dos investimentos feitos em infraestrutura em 2016, cerca de 35% foram destinados ao setor de transportes. Essa área continuará a receber a maior parcela dos investimentos nos próximos anos?

A tendência é que o setor energético supere os investimentos em transportes nos próximos oito anos, principalmente por conta do petróleo. Os últimos leilões demonstraram um interesse grande por investimentos nessa área. O segundo fator que impulsionará a infraestrutura é a energia elétrica. Esses investimentos podem alcançar R$ 1 trilhão, respondendo por 49% dos investimentos.

Investimento privado é a solução para os problemas de infraestrutura do Brasil?

Hoje o setor privado compreende 79% dos investimentos em infraestrutura. Para que o Brasil mantenha a estrutura existente e realize expansões, precisa de investimentos altos. Em médio e longo prazo, não temos perspectiva de retomada nas contas públicas. Para solucionar o problema grave de infraestrutura no país, o investimento precisa ser privado. Não há outro jeito.

O que precisa ser feito para termos mais equilíbrio entre os modais de transporte?

Precisamos investir mais em hidrovias e principalmente em ferrovias. Para alcançar isso, devemos apostar em três frentes: financiamento privado, uma regulamentação transparente, que contemple tanto a sociedade quanto o investidor, e obras bem feitas.

O tema é pouco discutido pelos presidenciáveis. Como trazer a questão para o debate público?

A greve dos caminhoneiros pode ter sido um pontapé. Mostrou à sociedade como ela se torna refém de um sistema logístico falho, que não apresenta uma segunda alternativa. O planejamento em infraestrutura não é de governo, é de Estado. Não há dúvida de que esse debate virá à tona nas eleições.

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