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Sem inteligência emocional, o profissional não sobe na carreira

Sem inteligência emocional, o profissional não sobe na carreira

Nos vestibulares de junho, algumas universidades incluíram testes de dinâmica de grupos para avaliar as habilidades comportamentais dos candidatos, as chamadas soft skills. No Insper, por exemplo, as dinâmicas representaram 30% da nota dos candidatos. Em entrevista a MONEY REPORT, Rodrigo Vianna, CEO da Mappit, consultoria de recrutamento e seleção especializada na inserção de profissionais em início de carreira no mercado de trabalho, fala sobre a novidade e a importância da inteligência emocional no mercado de trabalho.

 

A avaliação de habilidades comportamentais, as chamadas soft skills, tem sido usada em alguns vestibulares. Isso é uma boa ideia?

Essa ideia é muito boa, porque essas habilidades são essenciais para o desenvolvimento de uma carreira. O jovem que está prestando vestibular passará por uma série de provas comportamentais no futuro. Porém, a parcela das soft skills não pode ser preponderante no vestibular. O ideal é que corresponda a 20% ou 30% da nota do candidato.

Isso auxiliará os jovens a entrar no mercado de trabalho com inteligência emocional mais adequada?

Sim. Quando as universidades começam a utilizar esse método de seleção, que leva em conta o comportamento do candidato, acaba proporcionando a ele uma preparação maior para o mercado de trabalho que também exigirá inteligência emocional dele. Há uma preocupação maior na formação das habilidades emocionais desse jovem.

O que mudou no mercado de trabalho para que o debate sobre as soft skills aumentasse?

No passado, entre as décadas de 70 e 90, tanto as empresas quanto os profissionais não tinham dimensão da importância das habilidades comportamentais. Hoje, sabemos que cada empresa tem sua dinâmica e necessidades específicas e as atitudes dos profissionais devem corresponder a elas. Não dá para desassociar as habilidades técnicas das comportamentais dos indivíduos. Elas caminham juntas.

Os profissionais se dedicam mais ao desenvolvimento das hard skills (habilidades técnicas) ou das soft skills?

Depende do planejamento de carreira do profissional. Um de tecnologia da informação, por exemplo, que esteja interessado somente no desenvolvimento de softwares, em trabalhar sozinho, vai investir mais nas hard skills. Agora, se esse mesmo profissional desejar um cargo de liderança, vai investir mais nas soft skills. Para liderar outros profissionais é necessária muita inteligência emocional.

Como a falta de inteligência emocional pode impactar na carreira dos profissionais?

Sem dúvida o profissional vai estagnar na carreira, porque não alcançará cargos de liderança e pode até perder a vaga que ocupa. Para a empresa, a solução é simples: caso um profissional não se desenvolva da maneira que ela precisa, ela vai simplesmente colocar outro no lugar. É a concorrência tradicional.

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