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Dono do 99 deixa Wall Street sob pressão de Pequim

A presença do grupo Didi Chuxing em Wall Street durou apenas cinco meses. Pressionado por autoridades chinesas em meio à rivalidade entre Pequim e Washington, a empresa de serviços na área de tecnologia e transporte anunciou nesta sexta-feira (3) que deixará de ser listada na Bolsa de Nova York. Este é um golpe duro aos acionistas do Didi, com presença em muitos países, incluindo o Brasil. Em cinco meses na bolsa americana, os títulos perderam 45% do valor, de US$ 14 a US$ 7,80 na última sessão.

Em publicação em uma rede social, a empresa, que é dona do aplicativo 99 no Brasil, informou que a decisão foi tomada após “cuidadosa análise”. A bolsa de Hong Kong caía 0,15%, por volta das 4 horas da manhã (horário de Brasília), após a notícia. O Didi não forneceu detalhes de como os planos serão concretizados. Uma opção seria primeiro garantir uma listagem em outra bolsar, enquanto outra rota seria buscar um acordo “take-private” para a compra de papéis detidos por investidores públicos – uma transação que exigiria bilhões de dólares em financiamento, dada sua capitalização de mercado.

O Didi listou suas ações em Nova York em 30 de junho, depois de levantar cerca de US$ 4,4 bilhões (R$ 24,7 bi) em sua oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês). Logo em seguida, as autoridades chinesas, surpreendidas com a decisão, disseram que estavam conduzindo uma análise de segurança de dados.

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