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Nº 76: 500 mil americanos mortos; compras facilitadas; pesquisas de popularidades

Luto na América

Os Estados Unidos ultrapassaram a marca das 500 mil mortes por causa da pandemia nesta terça-feira (22), indica a Universidade Johns Hopkins, que agrega os dados sobre a doença no país.

2 milhões de doses

A nova remessa de 2 milhões de doses da AstraZeneca/Oxford está no Instituto Bio-Manguinhos/Fiocruz, no Rio. Depois de processadas, a previsão é de que as doses estejam envasadas na madrugada desta quarta-feira (24). Após este processo, serão entregues ao Ministério da Saúde. O avião com o imunizante vindo da Índia aterrissou nesta manhã no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Mais 8 milhões de doses estão previstas pelo acordo com os parceiros AstraZeneca e Instituto Serum, mas ainda não há data prevista para um novo recebimento.

Câmara: aprovada MP para aquisição de vacinas

Sessão da Câmara que votou a MP

A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (23), uma medida provisória que facilita a compra de vacinas, insumos (seringas e agulhas) e serviços necessários à vacinação contra a covid-19, com dispensa de licitação e regras mais flexíveis. A MP foi proposta pelo deputado Pedro Westphalen (PP-RS). A matéria será enviada ao Senado. Se aprovada, será permitido também aos estados e municípios comprar e aplicar as vacinas, caso a União não adquira doses suficientes para os grupos contemplados no Plano Nacional de Imunização (PNI). O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), comemorou o resultado:

Senado 1: projeto de compras privadas

Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), busca soluções para a lentidão da campanha e o impasse com as farmacêuticas

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), apresentou um projeto de lei, nesta terça-feira (23) que abre caminho à compra de vacinas contra à covid-19 por empresas privadas pelo Distrito Federal, estados e municípios, de forma descentralizada da União. Para evitar comentários que pudessem prejudicar sua relação com a base do governo, a qual faz parte, Pacheco explicou que a proposta não é um recado ao Ministério da Saúde, mas uma busca por colaboração, já que as farmacêuticas tem imposições muito restritivas e duras aos países contratantes – uma referência às recentes negociações fracassadas com a Pfizer. “A participação da iniciativa privada, inclusive com a filantropia, precisa de um permissivo legal”, explicou. Pacheco já espera que o projeto sofra alterações ao longo do debate no Senado e na Câmara. Alguns senadores manifestaram o desejo de impor doações de 50% ao SUS nas aquisições privadas.

Senado 2: comissão da pandemia

O Senado também aprovou a criação de uma comissão temporária de monitoramento das ações do governo federal contra a pandemia. Seu autor o senador Eduardo Braga (MDB-AM). Confira o áudio da Rádio Senado:

Pesquisa na Escócia

Um estudo preliminar realizado pelas universidades de Edimburgo, Strathclyde, Aberdeen, Glasgow e St Andrews e pela organização de saúde pública escocesa (NHS, na sigla em inglês) apontou que a vacinação reduziu em até 94% as internações hospitalares na Escócia (4 semanas após a primeira dose). A pesquisa se concentrou nas pessoas que receberam vacinas da Pfizer/BioNTech e da AstraZeneca/Oxford. O pesquisador Aziz Sheikh afirmou ao jornal britânico Sky News: “Esses resultados são muito encorajadores e nos deram grandes razões para estarmos otimistas com o futuro epidemiológico do mundo”.

Paraguai inicia campanha

O Paraguai vacinou a primeira pessoa, a enfermeira do Hospital Nacional da cidade de Itauguá, Miriam Arrúa, de 40 anos. O imunizante utilizado foi o russo Sputnik V, do Instituto Gamaleya. O país adquiriu um primeiro carregamento de 4 mil doses reservadas aos profissionais de saúde. O Paraguai é visto como um exemplo na América do Sul, registrando 152 mil casos e 3 mil mortes. Vale destacar que a inoculação de Miriam foi realizada pelo médico e ministro da Saúde paraguaio, Julio Mazzoleni.

Pesquisa CNT

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) realizou uma pesquisa de opinião que mostra os índices de popularidade do governo e do presidente Jair Bolsonaro, incluindo o que a população pensa sobre o enfrentamento da covid-19. Foram realizadas 2.002 entrevistas presenciais, em 137 municípios de 25 unidades da Federação, entre 18 e 20 de fevereiro de 2021. O trabalho foi feito em parceria com o Instituto MDA. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. Apresentamos apenas as informações relacionadas a condução da pandemia. Confira:

  • 42% desaprovam a atuação do governo federal no combate à pandemia, enquanto 54,3% aprovam.
  • 59,6% aprovam a atuação de seus respectivos governos estaduais, enquanto 36,2% desaprovam.
  • 36,5% avaliam a atuação do Ministério da Saúde no combate à pandemia como regular; 30,9% consideram boa; 11,6%, ruim; 11,3%, péssima; e 6,8%, ótima.
  • 34,2% avaliam a atuação de Eduardo Pazuello, o ministro da Saúde, como regular; 23,2%, boa; 14,5%, péssima; 12,5% ruim; e 4,9%, ótima.
  • Sobre o grau de responsabilidade do presidente Jair Bolsonaro em relação ao número de mortes, 49,7% afirmam que ele não tem culpa nenhuma; 36,4% consideram que ele é um dos culpados, mas não o principal; e para 11,5%, ele é o principal culpado.
  • Para 37,5%, quem está fazendo mais pelo Brasil no combate à pandemia da covid-19 são as instituições de pesquisa, como o Butantan e a Fiocruz), seguido de governadores (16,8%), o presidente Jair Bolsonaro (16,6%), o Ministério da Saúde (13,5%) e prefeitos (4,9%).
  • Sobre a atuação do governo federal em relação ao auxílio aos mais necessitados, 41% avaliam como boa; 25,5%, ótima; 19,7% regular; 6,9% péssima; e 6,4% ruim.
  • No que se refere à atuação do governo federal em relação ao auxílio para os empresários durante a pandemia, 28,3% consideram boa; 21,2% regular; 14,1% péssima; 12,6% ruim; e 8,5% ótima.
  • 29,8% afirmam que a atuação do governo federal em relação ao esforço para compra/produção e distribuição das vacinas é boa; 28,1%, regular; 16,5%, péssima; 14,7% ruim; e 7,8%, ótima.
  • 31,5% avaliam a atuação do governo federal em relação ao esforço para
  • redução do contágio e disseminação da covid-19 como regular; 26,5%, boa; 17,0%, ruim; 17,0%, péssima; e 6,0%, ótima.
  • Em relação à liberação de recursos aos governos estaduais no controle da covid-19, 31,4% consideram a atuação do governo federal regular; 31,0%, boa; 12,5%, ruim; 8,8% péssima; e 8,3%, ótima.
  • 62,8% afirmam que serão vacinados quando chegar a vez, independente de qual seja a vacina; 16,7% declaram que não se vacinarão; 9,5% que se vacinarão somente se for a Coronavac/Butantan; 3,8% só com a Astrazeneca/Oxford/Fiocruz; e 3,2% dizem que já foram vacinados.
  • 29,2% concordam com a permissão da Anvisa para uso emergencial de vacinas contra a Covid-19 sem que tenham sido realizados testes no Brasil; e 25,6% discordam.
  • Para 24,5% dos brasileiros, o principal responsável pela chegada de vacinas contra no Brasil é o presidente Jair Bolsonaro; já 21,6% acreditam que seja obra do governador de São Paulo, João Doria; 21,5% consideram que nenhum dos dois tenha alguma responsabilidade; e 21,2% acreditam que ambos têm responsabilidade.
  • 59,6% discordam da possibilidade de empresas privadas comprarem vacinas para aplicar em quem esteja disposto a pagar, pois todos devem seguir a fila de prioridades; 38,3% concordam, pois as filas no sistema públicos de saúde podem diminuir.
  • 65,1% concordam com a possibilidade de empresas privadas comprarem vacinas para imunização de funcionários contra a Covid-19, reduzindo as filas; 33,1% discordam, pois todos devem seguir a ordem de prioridades.
  • Na avaliação de 33,6% dos entrevistados, a distribuição e aplicação de vacinas contra Covid-19 em seu município é regular.

O que mais MONEY REPORT publicou hoje

Painel Coronavírus

Dados atualizados em 23/02/21 – 20h00

Vacinados

  • 212 milhões no mundo * (2,82% da população)
  • 7,03 milhões no Brasil * (3,33% da população)
    * Considerando as duas doses, quando for o caso

Casos confirmados
• 10.257.875 – acumulado
• 62.715 – casos novos
• 9.215.164 – casos recuperados
• 794.182 – em acompanhamento
• 4.881,3 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Óbitos confirmados
• 248.529 – óbitos acumulados
• 1.386 – óbitos novos
• 2,4% – Letalidade
• 118,3 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

Fontes: Ministério da Saúde, consórcio de veículos de imprensa e Universidade Johns Hopkins (EUA)

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