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Nº 75: farmacêutica dura na negociação; recorde nas UTIs; app do Butantan

Pfizer tentou impor condições

Representantes da farmacêutica Pfizer/BioNTech, durante uma reunião nesta segunda-feira (22) com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) (imagem) e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmaram que não aceitaram as exigências feitas pelo Ministério da Saúde para vender sua vacina ao Brasil. A farmacêutica quer que o governo brasileiro se responsabilize por eventuais demandas judiciais decorrentes de efeitos adversos da vacina, desde que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) tenha autorizado o imunizante. E que qualquer litígio seja resolvido na Câmara Arbitral de Nova York. Eles também pediram que o governo brasileiro que renuncie à soberania de seus ativos no exterior como garantia de pagamento. O presidente Jair Bolsonaro atacou as condições e as negociações seguem paradas. A Pfizer explicou que o contrato segue o padrão internacional e que apenas o Brasil, a Argentina e a Venezuela não aceitaram. O Chile fechou e recebeu em dezembro milhares de doses que já estão sendo aplicadas.

Recorde de internações em UTIS em São Paulo

As internações em UTIs atingiram seu ponto mais alto no estado de São Paulo desde o início da pandemia, em março. Houve um incremento de 5,6% em relação à semana anterior. O interior paulista é um dos principais focos de atenção e especialistas estão preocupados com a circulação de novas variantes, como a cepa de Manaus. “Esse incremento de 5,6% no número de internações mostra o quanto existe a circulação intensa do vírus. Em julho de 2020 tivemos o pico de 6.250 pessoas internadas, agora atingimos nesta segunda, o número de 6.410 pacientes internados em UTI. Ultrapassamos o maior número da história da pandemia e temos de ter uma atenção especial a algumas regiões do Estado”, afirmou o secretário estadual de Saúde, Jean Gorinchteyn.

Campinas sem leitos

A prefeitura de Campinas, a maior cidade do interior paulista, informou que negocia leitos de unidades de tratamento intensivo (UTI) com a rede privada para atender a alta demanda de pacientes com covid-19. Os leitos da públicos estão totalmente ocupados. Para esta segunda-feira (22), administração esperava novas vagas de UTI no Hospital da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Segundo o balanço do governo estadual, desde o começo da pandemia a cidade confirmou mais de 56 mil casos e registrou e 1.811 mortes.

Leite pede bom senso

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), pediu à população que mantenha as regras de distanciamento social devido ao alto nível de contaminação no estado.

Máscaras até 2022, diz Fauci

Anthony Fauci durante coletiva na Casa Branca, em 2020

O infectologista Anthony Fauci afirmou, em entrevista à CNN, neste domingo de noite (21), que será possível que os americanos ainda usem máscaras para se proteger contra o vírus em 2022. “Acho que teremos um grau de normalidade, algo além do terrível fardo que passamos no ano passado [2020], conforme entrarmos no outono e no inverno [no Hemisfério Norte] no final do ano. […] Pode ser ou não exatamente como era em novembro de 2019, mas será melhor”, ponderou. Fauci explicou que o risco de transmissão nunca será zero, mas poderá cair sensivelmente. “Quando a esmagadora maioria da população for vacinada, vou me sentir mais confortável em dizer para tirar as máscaras. Mas até lá, use máscara, pois não sabemos quando será este dia”.

A quase campanha uruguaia

Presidente Luis Lacalle Pou preferiu adiar a compra de vacinas

A corrida pelas vacinas na América do Sul começou no final de 2020. O Uruguai aparentemente esperou. Enquanto o Chile dá um show de vacinação e o Brasil de atraso, o presidente uruguaio Luis Lacalle Pou demonstra calma, já que o país segue com as infecções e mortes controladas. Em 23 de janeiro, ele anunciou a aquisição de quase 3,8 milhões de doses da CoronaVac e da Pfizer/BioNTech, além das 1,5 milhão de doses pelo Consórcio Covax, da Organização Mundial da Saúde (OMS) – nenhuma cargas foi entregue ainda. Em mais de uma ocasião, as autoridades de saúde uruguaias declararam que as vacinas chegarão entre o final de fevereiro e o início de março. Enquanto isso, adquiriram ultrafrigoríficos, anunciaram um plano nacional de imunização e preparam os locais para a campanha. Porém, o aparente planejamento cuidadoso de longo prazo do governo é recente. Em agosto de 2020, Lacalle Pou afirmou que o Uruguai seria o primeiro a adquirir as vacinas na América do Sul. Desde então é cobrado. No final do ano passado, o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que mantinha “diálogo direto” com o Uruguai e a Colômbia para o envio de vacinas. Recentemente, Lacalle Pou esteve no Brasil e almoçou com o presidente Jair Bolsonaro, mas não foi revelado se a conversa também englobou a CoronaVac, que está no plano uruguaio.

Europeus ainda devem se manter em alerta

A OMS pediu à Europa que “não baixe a guarda”, mesmo com a tendência de queda de novas infecções. O diretor-regional da OMS para o bloco, Hans Kluge, confirmou que a tendência está em baixa “pela quinta semana consecutiva” e que, de acordo com os últimos dados disponíveis, as novas infecções semanais estão abaixo de um milhão pela primeira vez desde em setembro de 2020. Porém, há temores de uma uma falsa sensação de segurança que pode ocasionar em uma nova alta de casos no futuro. No Reino Unido, o primeiro-ministro, Boris Johnson, planeja a saída gradual do lockdown, enquanto a vacinação avança. As escolas devem reabrir a partir de 8 de março.

Índia pede paciência

O instituto indiano Serum, o maior fabricante de vacinas do mundo, pediu aos países mais calma, enquanto esperam os imunizantes. A direção da entidade explicou que foi orientada a dar prioridade à Índia, que possui quase 1,4 bilhão de habitantes. Equilibrar a demanda interna com as necessidades internacionais é virtualmente impossível, explicou o diretor-executivo Adar Poonawalla. O que não ficou claro é quem deu estas diretrizes ao Serum. Há desconfiança de que as ordens tenham saído do próprio gabinete do primeiro-ministro Narendra Modi, que adota a linha nacionalista “India First”.

Conheça o App do Butantan

App Global Health Monitor

O Instituto Butantan lançou o aplicativo Global Health Monitor (GHM), que levanta a incidência da covid-19 na população por monitoramento geográfico de exames e sintomas. A tecnologia pode identificar, mapear e isolar os casos positivos de forma anônima. O app é inédito no mundo e foi desenvolvido pela startup brasileira GHM, com a participação de infectologistas. O programa será amplamente testado em Araraquara, no interior de São Paulo. A cidade está na fase vermelha, com 100% dos leitos ocupados.

O que mais MONEY REPORT publicou hoje

Painel Coronavírus

Dados atualizados em 22/02/21 – 20h00

Vacinados

  • 208 milhões no mundo * (2,77% da população)
  • 6,9 milhões no Brasil * (3,27% da população)
    * Considerando as duas doses, quando for o caso

Casos confirmados
• 10.195.160 – acumulado
• 26.986 – casos novos
• 9.139.215 – casos recuperados
• 808.802 – em acompanhamento
• 4.851,4 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Óbitos confirmados
• 247.143 – óbitos acumulados
• 639 – óbitos novos
• 2,4% – Letalidade
• 117,6 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

Fontes: Ministério da Saúde, consórcio de veículos de imprensa e Faculdade Johns Hopkins (EUA)

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