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Nº 314: CoronaVac resolve; OMS pede igualdade; CPI dos omissos submissos

Anticorpos em 99%

O Instituto Butantan divulgou nesta terça-feira (19) os primeiros resultados do projeto de pesquisa de vacinação em massa na cidade de Serrana, no interior de São Paulo. O Projeto S avalia a efetividade da vacina CoronaVac. As análises mostram que 99% dos moradores possuíam anticorpos contra a infecção, três meses após a segunda dose. Segundo o Butantan, o resultado foi superior aos indicadores dos ensaios clínicos de fase 1 e 2, que apresentaram soroconversão de 97% e 98%, respectivamente.

Brasileiros defendem o passaporte

A maioria dos brasileiros é a favor da exigência de comprovante de vacinação contra a covid-19 em locais de atividades culturais, econômicas e de socialização, como estádios de futebol, empresas, repartições públicas, escolas e universidades. A conclusão é da pesquisa “Saúde Brasil”, elaborada pelo Centro de Pesquisa em Comunicação Política e Saúde Pública da UnB (CPS-UnB) e pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (Ibpad). Em oito situações apresentadas, a aprovação do chamado passaporte da vacina variou de 54,3% para a adoção entre moradores de um mesmo condomínio a 80% para torcedores em estádios de futebol.

O que MONEY REPORT publicou hoje:

O que Chaves disse à CPI

Aziz para Chaves: “Vocês da Conitec foram Pilatos. Lavaram as mãos”

A comissão, que tinha anunciado seu último depoimento em 7 de outubro, decidiunesta terça-feira (19) cobrar explicações sobre o kit covid do representante do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) no SUS, Elton da Silva Chaves. O depoimento demonstrou a interferência política em órgãos do Ministério da Saúde que deveriam agir com independência e respaldo científico, assim como ressaltou omissões de seus integrantes. Os senadores disseram que o Conasems deveria agir como um escudo para que os profissionais de saúde seguissem a ciência. O depoente disse que a Conitec rejeitou o kit covid, mas não o proibiu – uma manobra para não se indispor com o Planalto. O presidente da Mesa, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que a falta de posicionamento abriu espaço para a propagação do uso de medicamentos não recomendados. Para o senador Humberto Costa (PT-PE), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também tentou agradar o presidente Jair Bolsonaro ao postergar o pedido de análise da cloroquina e outros medicamentos e assim.

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Informe Publicitário

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Toque de recolher na Letônia

A república báltica deve entrar em um bloqueio por quase um mês na tentativa de retardar as infecções. A partir de quinta-feira (21), o toque de recolher será imposto das 20h às 5h, a maioria das lojas ficarão fechadas e as reuniões internas e externas, proibidas. O primeiro-ministro Arturs Krišjānis Kariņš disse que o isolamento durará até 15 de novembro e que medidas drásticas são necessárias. A Letônia tem uma das taxas de vacinação mais baixas da União Europeia, com 49,4% da população totalmente imunizada. O país acumula 187 mil casos e 2.897 óbitos.

OMS pede medicamentos e testes aos pobres

Um programa liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) deve permitir aos países pobres acesso à vacinas, testes e os tratamentos contra a covid-19 que estão para surgir para pacientes com sintomas leves. Segundo a Reuters, que teve acesso a um rascunho, é provável que o molnupiravir, da Merck, seja um dos medicamentos da lista. O documento traça as metas do Acelerador de Ferramentas de Acesso à Covid-19 (ACT-A, na sigla em inglês) até setembro de 2022, revela que o programa quer entregar cerca de 1 bilhão de testes às nações pobres e adquirir medicamentos de US$ 10 para tratar até 120 milhões de pessoas em todo o mundo. O documento será enviado aos líderes globais antes de ser debatido na reunião do G20, no final deste mês. O ACT-A pede o financiamento adicional de US$ 22,8 bilhõe até setembro de 2022.

Vacinação surtindo efeito

Em 19 de abril de 2021, o Brasil registrou a maior média móvel de morte em decorrência da covid-19: cerca de 3 mil. Nesta terça-feira (19), exatos 7 meses após o ápice, o Ministério da Saúde informa que a vacinação em massa surtiu efeito. Segundo a pasta, a queda nos óbitos foi de quase 90% – tendência que se acumula desde junho. O boletim divulgado na noite de segunda mostrou que a média móvel de mortes está em 379,5, acompanhada pela queda expressiva de novos casos, de 12,3 mil ao dia.

Reino Unido monitora variante AY4.2

O governo britânico, que enfrenta um aumento significativo dos casos diários de covid-19, anunciou nesta terça-feira (19) que “monitora muito de perto” uma nova subvariante do coronavírus que está se propagando, sem saber ainda se é mais contagiosa que as anteriores. Denominada AY4.2, a nova mutação é uma derivação da altamente transmissível delta, detectada inicialmente na Índia e que provocou uma disparada de casos no Reino Unido no final da primavera (outono no Brasil).

Pico de óbitos romeno

As mortes na Romênia atingiram novo recorde de 574 em 24 horas, informou a Reuters nesta terça-feira (19). O país enfrenta uma nova onda de contaminações e deve receber a atenção das autoridades sanitárias europeias para não se tornar um foco da doença, comprometendo a estratégia vacinal dos vizinhos.

Sorinho em testes

Painel Coronavírus

Vacinados

• 3,88 bilhões no mundo (49,8% da população)
• 6,7 bilhões no mundo (86,45% da população — cumulativo)
• 151,73 milhões no Brasil (71,13% da população)

Segunda dose *

• 2,82 bilhões no mundo (36,3% da população)
• 107,09 milhões de brasileiros (50,2% da população)
* dados aproximados

Casos confirmados no Brasil
• 21.664.879 – acumulado
• 12.969 – novos infectados
• 20.838.188 – recuperados
• 222.836 – em acompanhamento
• 10.309,4 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Mortes confirmadas no Brasil
• 603.855 – óbitos acumulados
• 390 – novas vítimas fatais
• 2,8% – letalidade
• 287,3 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

Dados vacinais atualizados em 19/10/2021, às 18h40

Fontes: Ministério da Saúde, consórcio de veículos de imprensa, Universidade Johns Hopkins (EUA) e Fiocruz

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