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Nº 308: presidente sem injeção; crítica ao reforço; engavetados da CPI

Bolsonaro se nega a receber suas doses

O presidente Jair Bolsonaro decidiu que não se imunizará contra o coronavírus. A afirmação foi feita durante entrevista à rádio Jovem Pan na noite de terça-feira (12). Ele argumentou que tem anticorpos, pois já teve a doença, o que tornaria a vacinação desnecessária. Especialistas, entretanto, recomendam a vacinação, mesmo após a infecção. A razão para isso é que a vacinação produz uma imunização mais duradoura do que a resultante da infecção natural, além de proteger aqueles ao redor do inoculado, prevenindo o surgimento de variantes.

O que MONEY REPORT publicou hoje:

Consultas oftalmológicas caíram em 35%

A pandemia afetou significativamente o número de consultas e cirurgias relacionadas à visão no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2020. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a partir de registros do Sistema de Informações Ambulatoriais do SUS, cerca de 3,7 milhões de consultas deixaram de ser realizadas, uma queda de 35%. No caso das cirurgias, houve uma redução de 390 mil procedimentos, queda de 27%. A comparação é em relação a 2019.

Quem a CPI deixou de ouvir

Calheiros: “Já selecionamos 11 tipos penais. Vão de crimes de responsabilidade, comuns, contra a saúde pública e humanidade”

A CPI da Pandemia encerrou suas oitivas em 7 de outubro, após ouvir e questionar médicos, cientistas, políticos, um motoboy, empresários, lobistas, paciente, militares da reserva, ex-ministros e um PM vendedor de vacina o longo de quase seis meses. Apesar da gama de personagens, os senadores abandonaram 70 convocados, aponta um levantamento feito pelo UOL. Entre eles, a ex-esposa e a advogada do presidente Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle e Karina Kufa, respectivamente; o ex-assessor da presidência, Arthur Weintraub, o assessor especial de assuntos internacionais, Filipe Martins, governadores, representantes da empresa White Martins, além do não convocado, o ministro da Defesa, Walter Braga Netto. Houve também o ex-presidente do Consórcio do Nordeste, Carlos Gabas, e o diretor-geral da Polícia Federal, Paulo Maiurino, as únicas convocações apreciadas, mas rejeitadas. No caso dos governadores em exercício, pelo entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) as convocações interfeririam no princípio da separação dos Poderes e as investigações devem incorrer por meio das assembleias estaduais. Por isso, em 29 de junho, a comissão ouviu o deputado estadual Fausto Junior (MDB-AM), relator de uma CPI da saúde instaurada no seu estado. Em outras situções, as informações enviadas à comissão foram consideradas satisfatórias, conforme ocorreu com a embaixadora, Maria Nazareth Farani Azevêdo, que participou das tratativas da participação brasileira no consórcio Covax junto à Organização Mundial da Saúde (OMS). Entretanto, o principal motivo para tantos depoimentos engavetados foi falta de tempo. O relatório final deve ser entregue, lido no plenário e votado até 20 de outubro.

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Informe Publicitário

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Idosos sem a terceira dose

Ao menos 105 mil idosos a partir de 75 anos que completaram o esquema vacinal contra a covid-19 ainda não retornaram aos postos de saúde para receber a dose de reforço, que começou a ser aplicada em 13 de setembro, na cidade do Rio de Janeiro. Segundo o painel da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), na faixa etária a partir de 80 anos, um total de 8.941 não se vacinaram e 9.622 tomaram apenas a primeira dose. O esquema completo com as duas doses foi aplicado em 55.394 pessoas e 146.309 receberam o reforço.

O reforço que aumenta a desigualdade

Adhanom: “O reforço é imoral, desigual e injusto e tem que parar”

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, criticou a distribuição de doses de reforço em diversos países enquanto há um escuro vacinal em praticamente todo o continente africano.”É injusto e cruel, porque não pararemos a pandemia ignorando um continente inteiro, um continente que não tem nenhuma capacidade de fabricação de [vacinas]”, completou.

Planos para fim da pandemia

O brasileiro se pergunta: “Quando será decretado o fim da pandemia?” Nesta semana, uma pesquisa divulgada pela Bateiah.com revelou os principais desejos da população após o fim do isolamento social: ir à igreja e voltar ao turismo por novas cidades de ônibus, carro ou avião estão no topo do ranking nacional, com 26% e 17,8%, das respostas.

Restrições suspensas nos EUA

Os Estados Unidos reabrirão suas fronteiras terrestres com o Canadá e o México a partir de novembro, após 19 meses, mas apenas para estrangeiros completamente imunizados. A passagem pelas fronteiras terrestres dos EUA (por trens, balsas, carros, ônibus e caminhões) estão restritas à viagens essenciais desde março de 2020. As novas regras permitirão viagens independente do motivo e entrarão em vigor na mesma data em que os EUA suspenderão as restrições à entrada de estrangeiros vacinados em viagens aéreas internacionais.

SP volta às aulas

Estamos chegando lá

Painel Coronavírus

Vacinados

• 3,91 bilhões no mundo (52,23% da população)
• 6,56 bilhões no mundo (87,46% da população — cumulativo)
• 149,75 milhões no Brasil (70,2% da população)

Segunda dose *

• 2,65 bilhões no mundo (35,4% da população)
• 99,58 milhões de brasileiros (46,68% da população)
* dados aproximados

Casos confirmados no Brasil
• 21.597.949 – acumulado
• 7.852– novos infectados
• 20.740.267 – recuperados
• 256.108 – em acompanhamento
• 10.277,5 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Mortes confirmadas no Brasil
• 601.574 – óbitos acumulados
• 176 – novas vítimas fatais
• 2,8% – letalidade
• 286,3 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

Dados vacinais atualizados em 13/10/2021, às 19h30

Fontes: Ministério da Saúde, consórcio de veículos de imprensa, Universidade John Hopkins (EUA) e Fiocruz

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