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Nº 258: idosos cariocas receberão terceira dose; carga viral da delta; CPI de Maringá

Dose de reforço no Rio

Desde meados de junho, as mortes entre idosos com duas doses não para de subir no Rio de Janeiro, segundo apontam dados da Secretaria estadual de Saúde (SES). Por isso, o Rio iniciará a aplicação da terceira dose em idosos a partir de setembro seguindo uma recomendação do conselho científico do município, informou a Prefeitura nesta segunda-feira (23). A recomendação dos especialistas é que a terceira dose seja da Pfizer ou da AstraZeneca, independentemente de qual vacina foi aplicada no ciclo vacinal. O calendário da aplicação extra em idosos ainda será divulgado.

O que MONEY REPORT publicou hoje:

OMS adverte sobre terceira agulhada

Adhanon: “Variantes mais potentes podem surgir”

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está redobrando seu apelo contra as vacinas de reforço da covid-19 à medida que os países mais ricos se movem para oferecer uma terceira dose. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanon, implorou aos países durante nesta segunda-feira (24), que façam uma pausa de 2 meses para priorizar os países onde as vacinações estão atrasadas. Ele argumentou que as nações ricas que armazenam a vacina aumentam o risco do desenvolvimento de variantes mais fortes em países com baixas taxas de inoculação.

O que disse Catori da Belcher à CPI

Catori: “Ele é de Maringá, nós somos de Maringá”

Na sessão desta terça-feira (24) a comissão ouviu o empresário Emanuel Catori, sócio da farmacêutica Belcher de Maringá (PR). O depoente estava amparado por um habeas corpus (HC) preventivo concedido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes para não se incriminar diante dos senadores. A Belcher atuou como intermediária do laboratório chinês CanSino na negociação com o Ministério da Saúde para o fornecimento de 60 milhões de doses da Covidencia a R$ 5 bilhões. A chinesa revogou o contrato por questões de compliance, mas alegou estar procurando novos parceiros para negociar com o governo brasileiro. Os parlamentares questionaram sobre a alegação de quebra de contrato da CanSino e Catori respondeu: “A Belcher não reconhece as alegações de compliance em prejuízo da companhia. Nossos advogados estão avaliando acerca da possibilidade ou não da judicialização da descontinuidade unilateral promovida pela Cansino”. Também foi questionado os valor de US$ 17 por dose que poderia ser proposto ao governo, acima da Covaxin US$ 15, porém, o depoente destacou que a Covidencia é dose única, e isso a tornaria mais barata.

  • Carta: em 4 de junho uma carta de intenção foi apresentada para inaugurar um canal formal de tratativas da vacina junto a CanSino. Catori reiterou que a Belcher não fechou contrato nenhum com a Saúde e que a carta era apenas de intenção não vinculativa, e com condicionantes;
  • Somos de Maringá: assim como a Precisa Medicamentos (Covaxin), a Belcher também tem ligações entre seus donos e o líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR). A ligação no caso também geográfica. A empresa tem sede em Maringá (PR), reduto eleitoral da família Barros, onde o deputado já foi prefeito e sua esposa, Cida Borghetti (PP) foi governadora. No depoimento, Catori disse que Barros não tem nenhuma ligação com a empresa e sua relação com ele é apenas pessoal, não tratam de negócios. “Ele é de Maringá, nós somos de Maringá”, confirmando ter conversas com o parlamentar. Por trás da Belcher também está Daniel Moleirinho Feio Ribeiro, outro sócio. Ele é filho de Francisco Feio Ribeiro, um ex-secretário de Ricardo Barros na época em que era prefeito de Maringá. Moleirinho também atuou na Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) durante o governo de Cida Borghetti;
  • Intermediário: a senadora Simone Tebet (MDB-MS) observou que em todos os casos envolvendo empresas intermediárias e suspeitas de fraudes, o Ministério da Saúde foi usado para chancelar companhias sem condições de comprar e distribuir vacinas, como a Belcher e a Precisa Medicamentos. “O ministério [da Saúde] agiu como avalista”;

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Informe Publicitário

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Alta transmissão no Ceará

Apesar do avanço da campanha de vacinação, 65 municípios cearenses apresentam níveis de alerta alto ou altíssimo de contaminação. É o que mostra o painel de indicadores da plataforma IntegraSus, gerenciada pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), com base nas taxas de transmissão, internação e de mortes. O painel ainda aponta que, considerando a situação de todos os municípios do estado, há tendência de queda nas internações e no percentual de leitos de UTI ocupados por pacientes com covid-19. Por outro lado, a taxa de positividade, que atualmente está em 9,8%, pode ter um leve aumento nos próximos dias. O Ceará soma 929 mil casos, 23.961mortes e 26,2% da população totalmente imunizada.

Governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB)

Servidores pernambucanos no presencial

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), revogou o decreto assinado por ele, em março de 2020, que permitia aos servidores realizarem trabalho remoto. A partir desta terça-feira (24), aqueles que integram os grupos de risco da covid-19, como os acima de 60 anos ou portadores de doenças crônicas, também deverão voltar ao trabalho presencial.

Variante 300 vezes mais virulenta

Um estudo realizado na Coreia do Sul indica que infectados pela delta apresentam carga viral inicial 300 vezes maior do que as contaminadas pela cepa original. Contudo, segundo a Agência de Controle e Prevenção de Doenças sul-coreana, responsável pela pesquisa, a concentração viral cai cerca de 30 vezes depois de 9 dias e chega ao mesmo nível do que é geralmente encontrado em contaminações por outras cepas após esse período. “Isso não significa que a delta seja 300 vezes mais infecciosa. Acreditamos que sua taxa de transmissão seja 1,6 vez mais alta que a da alfa, e cerca de duas vezes mais alta que a da versão original do vírus”, explicou Lee Sang-won, do Ministério da Saúde da Coreia do Sul.

Saúde contra fake news

Painel Coronavírus

Vacinados (cumulativos)
• 5 bilhões no mundo (65,78% da população)
• 123, 97 milhões no Brasil (58,2% da população)

Segunda dose *
• 1,9 bilhão no mundo (24,4% da população)
• 55,74 milhões de brasileiros (26,17% da população)
*dados aproximados

Casos confirmados no Brasil
• 20.614.866 – acumulado
• 30.872 – novos infectados
• 19.530.843– recuperados
• 508.281 – em acompanhamento
• 9.810 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Mortes confirmadas no Brasil
• 575.742– óbitos acumulados
• 894 – novas vítimas fatais
• 2,8% – letalidade
• 274 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

Dados atualizados em 24/08/21 – 18h

Fontes: Ministério da Saúde, consórcio de veículos de imprensa, Universidade Johns Hopkins (EUA) e Fiocruz

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