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Nº 253: ameaça de nova onda; Pfizer enfraquecida; CPI do CEO calado

Pfizer perde força contra a delta

A vacina da Pfizer é mais eficaz contra a variante delta do que a AstraZeneca, mas sua eficácia desaparece mais rapidamente, afirma um estudo britânico. Entre dezembro de 2020 e agosto de 2021, cientistas da Universidade de Oxford examinaram amostras de quase 700 mil pessoas. A análise permitiu estabelecer que, para as infecções com carga viral elevada, uma pessoa que recebeu a segunda dose da Pfizer um mês antes estava 90% mais protegida contra a delta que uma pessoa não vacinada. O percentual cai para 85% dois meses depois e para 78% em três meses. Em paralelo, pessoas que receberam as duas doses da AstraZeneca estão protegidas em 67% depois de um mês, 65% em dois meses e 61% em três meses.

Reforço sugerido pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu recomendar que o Plano Nacional de Imunização (PNI) adote uma dose de reforço para idosos acima de 80 anos e para aqueles com a imunidade comprometida que receberam a CoronaVac.

Nova onda em 2022

Mesmo com o avanço da vacinação, o Brasil pode voltar a enfrentar um novo pico de infecções e mortes pelo coronavírus em 2022, estima o Grupo de Pesquisa Interdisciplinar Ação Covid-19. O estudo, intitulado “Possíveis cenários da pandemia no Brasil sob diferentes durações de proteção vacinal”, considera a taxa média de proteção das vacinas aplicadas em relação aos casos sintomáticos da doença — CoronaVac (50%), Janssen (66%), AstraZeneca (76%) e Pfizer (95%) — e uma eventual queda do nível dos anticorpos após 12 e 18 meses.

O que disse Maximiano da Precisa à CPI

Maximiano: “Eu vou exercer a prerrogativa de permanecer em silêncio”

Na sessão desta quinta-feira (19), a comissão ouviu o sócio-presidente da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano. O empresário estava munido de um habeas corpus (HC) preventivo concedido pela ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, para evitar se autoincriminar diante dos senadores. Em linha com os depoimentos anteriores, ele abusou do recurso e evitou responder questões das mais banais até as consideradas incriminatórias, irritando os senadores. Porém, assumiu conhecer o deputado e líder do governo, Ricardo Barros (PP-PR), mas negou qualquer negociação com ele – a negativa cairia ao longo da sessão. O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) o questionou sobre outros contratos com o governo. De início ele não quis responder, mas ao ser pressionado sobre o abuso do uso do HC e como essa informação o incriminaria, disse que há um contrato de fornecimento de preservativos femininos em vigor. Maximiano não explicou como se aproximou da Bharat Biotech e nem como a Precisa seria remunerada pelo contrato com a farmacêutica indiana. Os senadores pediram explicações sobre as solicitações de mudanças de exclusividade no contrato, o que fez com que se mantivesse em silêncio.

  • Preços: manteve a resposta da diretora da Precisa Medicamentos, Emanuela Medrades. O valor, considerado superfaturado, seria sugerido pela empresa indiana;
  • Montante: sobre os US$ 45 milhões que seriam enviados à Singapura, por meio da offshore Madison, e o quanto a Precisa abocanharia e quem mais seria beneficiário do valor, preferiu o silêncio. O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), rebateu que sua postura constaria no relatório final como incriminatória;
  • Barros 1: se a empresa foi beneficiada pela emenda 117/2021, do deputado Barros, disse que sim, assim como qualquer empresa que negociasse vacinas indianas. Entretanto, se manteve quieto quando novamente perguntado sobre sua relação com o líder do governo;
  • Barros 2: senadores suspeitam de crime de contra a ordem financeira na emissão da garantia em formato de carta-fiança. O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), revelou que o Fib Bank (abaixo), que não é um banco, mas uma companhia fidejussória, é de propriedade de um amigo de Barros, Marcos Tolentino da Silva, que deverá ser convocado a depor;
  • Reunião: Randolfe apresentou uma ata do ministério, com data de janeiro, que mostrou o interesse da Precisa na modificação da MP 1026/2021 (que dispensava licitação e flexibilizava as regras de aquisição de insumos e serviços à imunização durante a pandemia). Maximiano queria incluir a reguladora indiana entre as autorizadas sem registro na Anvisa. O texto original, sem a emenda, previa apenas os imunizantes aprovados pelas agências dos EUA, Europa, Japão, China e Reino Unido.
  • Site da Fib Bank

O que mais MONEY REPORT publicou

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Escassez de informações sobre a pandemia

As autoridades de saúde não sabem se mais de um terço dos brasileiros hospitalizados por covid em julho foram ou não imunizados. Levantamento feito pelo Infogripe, da Fiocruz, mostrou que não há dados sobre 38% dos 48.140 pacientes internados naquele mês.

Crise mental

A Organização Pan-Americana da Saúde informou, na quarta-feira(18), que 60% da população dos continentes sofre cada vez mais de ansiedade ou depressão, alertando para uma crise de saúde mental. “O fardo dos transtornos mentais em nossa região também prolongará o impacto da pandemia”, alertou a diretora da Opas, Carissa Etienne. Ela ressaltou a importância de integrar a atenção à saúde mental aos planos de resposta à calamidade.

Sommeliers voltam à fila

Na cidade de São Paulo, os que assinaram o termo de recusa para a vacina podem retornar aos postos para se imunizar a partir desta quinta-feira (19). Desde que a lei passou a valer, em 27 de julho, 2.167 paulistanos assinaram o documento. A lei contra os sommeliers de vacina obrigou quem se recusou a receber o imunizante disponível no posto a ir para o final da fila. Como a campanha já contemplou toda a população adulta com uma dose, agora eles podem ser agulhados, mas ainda sem escolher.

Resposta lenta do governo encareceu pandemia

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) indica que países com pior êxito no controle da disseminação da covid-19 acabaram sofrendo as maiores perdas da atividade produtiva e, consequentemente, precisaram lançar mão de pacotes fiscais mais generosos para mitigar os impactos econômicos e sociais da pandemia. O Brasil está entre aqueles que essa correlação apontada fica evidente. O país registrou um patamar elevado de contaminações e mortes pela doença e uma queda de 4,1% no PIB em 2020. O tombo só não foi maior por causa da injeção de R$ 524 bilhões em despesas adicionais.

Idosos são mais de 50% nos hospitais privados de SP

Mais de 60% dos pacientes internados em UTIs da rede privada no estado de São Paulo têm mais de 70 anos, segundo levantamento do Sindicato dos Hospitais Particulares de São Paulo (SindHosp). Dentre os pacientes internados em leitos clínicos, aqueles com mais de 70 anos correspondem a 52%. A pesquisa foi realizada entre 12 e 17 de agosto, em 60 hospitais particulares de SP, sendo 27% da capital e 73% do interior, somando 2.470 leitos de UTI e 4.762 leitos clínicos. Destes, 1.094 leitos clínicos estavam destinados a pacientes covid e 707 para UTI covid.

Dose nos transportes públicos

Painel Coronavírus

Vacinados (cumulativos)
• 4,84 bilhões no mundo (62,24% da população)
• 119,92 milhões no Brasil (56,30% da população)

Segunda dose *
• 1,87 bilhão no mundo (24% da população)
• 52,99 milhões de brasileiros (24,88% da população)
*dados aproximados

Doses brasileiras desatualizadas, site do Ministério da Saúde em manutenção.

Casos confirmados no Brasil
• 20.457.897 – acumulado
• 41.714 – novos infectados
• 19.362.990 – recuperados
• 523.245 – em acompanhamento
• 9.735 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Mortes confirmadas no Brasil
• 571.662 – óbitos acumulados
• 1.064 – novas vítimas fatais
• 2,8% – letalidade
• 272 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

Dados atualizados em 19/08/21 – 18h30

Fontes: Ministério da Saúde, consórcio de veículos de imprensa, Universidade Johns Hopkins (EUA) e Fiocruz

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