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Nº 249: paciente zero; nova mutação no Brasil; América Latina lenta

América Latina desacelera

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), a lentidão e a desigualdade nos números da vacinação contra a covid-19 marcam os países da América Latina: enquanto o Chile já iniciou a aplicação da terceira dose da vacina contra a doença na população idosa, o Haiti completou a imunização de apenas 341 pessoas. Este foi o número de vacinas da Jansen, de dose única, que chegaram ao país mais pobre das Américas. Os dados da Opas indicam que o Haiti aplicou, até o momento, 14 mil doses, para uma população de 11,5 milhões de pessoas. O Brasil aparece em nono lugar na América Latina, com 75,3 doses aplicadas a cada 100 habitantes.

O que MONEY REPORT publicou hoje:

Falta de AstraZeneca

A previsão do Ministério da Saúde de entrega da vacina da AstraZeneca pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) em agosto e setembro é insuficiente para concluir a imunização dos brasileiros que receberam a primeira dose em maio e junho. Por essa razão, entre 3,1 milhões e 17,2 milhões de pessoas podem ficar com a segunda dose atrasada no Brasil.

Recorde de hospitalizações na faixa dos 30

Os jovens de trinta e poucos anos evitaram em grande parte as internações hospitalares para a Covid-19 durante as fases iniciais da pandemia por causa de sua relativa boa saúde. No entanto, de acordo com dados do governo dos EUA, a faixa etária está vendo novas admissões hospitalares Covid-19 aumentar durante o recente aumento impulsionado por Delta, que médicos e epidemiologistas atribuem ao fracasso de um grande número de americanos em se vacinar e a suas vidas altamente ativas.

Mutação da variante Gama no Brasil

Cientistas do Genov, um dos maiores projetos de vigilância genômica da América Latina, publicaram na sexta-feira (13) que a variante Gama (P.1) do Sars-CoV-2, originalmente detectada em Manaus, agora apresenta uma nova versão, a Gama-plus. A mutação do coronavírus tem a mesma alteração presente na variante Delta, registrada na Índia, e já se espalha pelo Brasil.


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Possível paciente zero

O chefe da primeira missão da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Wuhan para descobrir a origem da covid-19, o dinamarquês Peter Embarek, declarou num documentário da televisão pública do seu país, na quinta-feira (12), que é “provável” a hipótese de o vírus ter nascido num laboratório.

“Uma das hipóteses prováveis é um funcionário ter sido infetado ao extrair amostras. É ali que o vírus passa diretamente do morcego para o homem”, apontou.

A vacina funciona mesmo?

A morte por covid-19 de Tarcísio Meira, que já havia recebido as duas doses da vacina, reacendeu o debate sobre a existência de situações em que o vírus é capaz de vitimar até mesmo indivíduos que completaram seu esquema vacinal.

Raquel Stucchi (foto), infectologista da Unicamp e consultora da Sociedade Brasileira de Infectologia, afirmou em rede social que, assim como toda vacina, a proteção contra a corona diminui ao longo dos meses, principalmente em determinados grupos populacionais, como idosos e imunossuprimidos.  “Nenhum vacina tem 100% de proteção. Ela nos ajuda a diminuir o risco das pessoas adoeceram gravemente e de alguma doença e evitar a hospitalização.” Segundo a especialista, todos os países já estão planejando aplicar uma terceira dose da vacina, de qualquer fabricante, pois já se sabe que o esquema de duas doses para covid-19 não possui proteção duradoura.

Mas então, do que valeu se vacinar até agora? ” No último mês, por conta da vacinação, o número de casos de covid caiu, os hospitais estão mais vazios e óbitos pela doença diminuíram. As vacinas são sim eficazes em nos proteger e controlar a pandemia. O que precisamos fazer agora é ajustar o esquema vacinal para garantir que essa proteção se prolongue” responde Stucchi.

Virada paulistana

Painel Coronavírus

Vacinados (cumulativos)
• 4, 7 bilhões no mundo (62,66 % da população)
• 114, 15 milhões no Brasil (53,59%; da população)

Segunda dose *
• 1,2 bilhão no mundo (16% da população)
• 49,29 milhões de brasileiros (23,14% da população)

*dados aproximados

Casos confirmados no Brasil
• 20.364.099 – acumulado
• 13.957– novos infectados
• 19.218.630 – recuperados
• 576.411 – em acompanhamento
• 9.690,4 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Mortes confirmadas no Brasil
• 569.058– óbitos acumulados
• 270 – novas vítimas fatais
• 2,8% – letalidade
• 270,8 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

Dados atualizados em 15/08/21 – 18h45

Fontes: Ministério da Saúde, consórcio de veículos de imprensa, Universidade Johns Hopkins (EUA) e Fiocruz

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