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Nº 230: as mortes diminuem; Leão contra Maximiano; naïf conspiratório

Mortes caem 40% no Brasil

Com a vacinação de mais de 96 milhões de brasileiros com a primeira dose, os casos e mortes pela doença caíram cerca de 40%, em um mês, apontam os dados do LocalizaSUS, do Ministério da Saúde. Foram comparadas as médias móveis de casos e mortes de 25 de junho e de 25 de julho. Nos óbitos, a queda foi de 42%, passando de uma média móvel de 1,92 mil para 1,17 mil. O registro de infecções caiu de 71,28 mil para 42,77 mil na média móvel de domingo (25), o que representa redução de 40% no período analisado.

Secessão vacinal americana

Com o ressurgimento dos casos devido à disseminação da variante delta nos Estados Unidos, os vacinados estão perdendo a paciência com os resistentes à vacina que, segundo eles, são negligentes ao colocarem a vida de todos em risco ao se apegarem à teorias conspiratórias, aponta uma reportagem do The New York Times nesta terça-feira (27). A insatisfação vem na esteira do retorno ao uso de máscaras para imunizados. Os vacinados tinham a sensação de estarem saindo da pandemia, mas o temor de uma nova onda pode sobrecarregar os hospitais. De acordo com os dados levantados pelo jornal, 57% dos americanos acima de 12 anos estão totalmente vacinados. Os elegíveis estão recebendo 537 mil doses por dia, em média. É uma redução de 84% em relação ao pico de 3,38 milhões de doses diárias no início de abril. Como resultado do atraso e das restrições suspensas, as infecções aumentaram. Até domingo (25), o país registrava 52 mil novos casos por dia, uma alta de 170% na comparação com duas semanas atrás. Um ponto sensível é que a vacinação permanece voluntária para profissionais de saúde, incluindo cuidadores de de idosos. Familiares imunizados exigem que uma mudança de regras. O mesmo vale para escolas e universidades, que devem retomar as aulas presenciais em agosto.

O que mais MONEY REPORT publicou

Dono da Precisa nas garras do Leão

Uma análise enviada pela Receita Federal à CPI da Pandemia mostra que os ganhos financeiros do empresário Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos, foram incompatíveis com os seus rendimentos declarados no Imposto de Renda dev 2020, aponta uma reportagem do jornal O Globo nesta terça-feira (27). Em um documento obtido pelo jornal, a Receita informa que a movimentação no período é superior aos seus rendimentos totais líquidos. Os R$ 3,9 milhões na conta de Maximiano são 8.000% superiores aos R$ 48,5 mil líquidos declarados. A análise data de 13 de julho. Também foram apontadas incongruências nos gastos com cartão de crédito, além de empresas e aplicações financeiras que omitidas. Procurado, Maximiano se manifestou por meio da assessoria da Precisa: “Causa perplexidade o vazamento de informações fiscais sigilosas no âmbito da CPI”.

Máscaras voltam aos EUA

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) revisou sua orientação sobre o uso de máscaras nesta terça-feira (27). Em uma mudança de rumo, a agência estadunidense agora recomenda que os totalmente vacinados usem máscaras em ambientes fechados e em áreas onde o vírus está circulando amplamente. A intenção é conter a disseminação da cepa delta.

Capital paulista contra sommeliers

Prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB): fim da fila para quem quiser escolher

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), sancionou nesta terça-feira (27) uma lei que coloca no fim da fila os sommerliers de vacina, aqueles que se recusam a tomar a primeira dose por causa do fabricante. De acordo com a nova lei, a renúncia “motivará a suspensão do direito à vacinação no período regular previsto dentro do cronograma do Plano Municipal de Imunização”. Pessoas retiradas do cronograma de vacinação por recusa do imunizante serão incluídas novamente após o término da vacinação dos demais grupos. A regra também valerá aos cadastrados na xepa. A Secretaria Municipal de Saúde criará um termo de recusa que deverá ser assinado pelo sommelier. O documento será anexado ao cadastro único na rede municipal para impedir a vacinação em outro posto.

Mitos e asneiras sobre a CoronaVac

Linha de produção no Instituto Butantan
  • Exame de anticorpos neutralizantes pode indicar que a vacina não funciona: Mito. Diversos órgãos nacionais e internacionais, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Administração de Alimentos e Drogas (FDA, na sigla em inglês) dos EUA alertam que testes sorológicos não devem ser utilizados para determinar se um indivíduo vacinado está ou não protegido. Estes testes foram desenvolvidos para diagnosticar contaminações pelo vírus, não para atestar proteção;
  • Não há transparência sobre a CoronaVac: Mito. As pesquisas sobre a vacina estão disponíveis em publicações relevantes e abertas ao público, como em preprints na The Lancet;
  • Reações adversas graves: Controverso. Efeitos adversos são esperados e previstos em bula. A vacina é segura e utiliza vírus inativado, uma das tecnologias mais estudadas do mundo. Em estudos na China com mais de 50 mil voluntários, 94,7% não apresentaram qualquer reação adversas. Efeitos adversos de grau baixo foram notados em 5,3% dos participantes;
  • Insumos chineses não são seguros: Mito. A China tem experiência na produção de vacinas e seus IFAs são utilizados no Brasil em outros imunizantes, como contra H1N1. Vale ressaltar que cerca de 35% dos medicamentos aprovados pela Anvisa possuem matéria-prima ou componentes de origem chinesa;
  • Salvo da Influenza: Mito. A CoronaVac protege contra a covid-19. Para se imunizar contra os vírus causadores da gripe é preciso tomar a vacina Influenza Trivalente (Fragmentada e Inativada), também fabricada pelo Butantan;
  • ButanVac veio pela ineficiência da CoronaVac: Mito. A CoronaVac é eficiente e sua efetividade comprovada. O Butantan investe na ButanVac, pois, se for provada eficiente e segura, terá um custo baixo e será produzida inteiramente no Brasil, com insumos nacionais, aumentando a oferta de imunizantes e contribuindo para o combate à pandemia;
  • Quem tem histórico de trombose não pode receber a vacina: Mito. Reação muito rara, a trombose é associada à baixa contagem de plaquetas. Ocorreu em algumas pessoas que receberam imunizantes que utilizam vetor viral. A CoronaVac é feita de vírus inativados e, com milhões de doses já aplicadas no Brasil, não houve relato desse efeito adverso até o momento;
  • Não tomar remédios antes ou depois da imunização: Depende. Pode-se tomar medicamentos normalmente antes ou depois da CoronaVac. Não é preciso interromper a administração de medicamentos de uso contínuo, a não ser que haja alguma orientação médica;
  • No braço direito: Mito. Não há qualquer recomendação nesse sentido. A bula orienta que a aplicação seja na região deltoide da parte superior de qualquer braço.

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Informe Publicitário

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Fake news do grafeno

Cartaz distribuído pelas ruas de Santiago de Compostela

Não é só no Brasil que as notícias falsas sobre as vacinas circulam mais livres que o vírus. Na Espanha, um cartaz curioso e delirante foi espalhado alegando que os imunizantes escondem uma nanotecnologia tóxica baseada em grafeno – uma das formas cristalinas do carbono, um condutor de calor e eletricidade utilizado na construção civil, energia, telecomunicações, medicina e eletrônica. O curioso é que no final do aviso, os autores alegam não serem negacionistas e que a informação não é falsa, em um apelo tão ingênuo quanto tosco e perigoso.

Portugal pede vacinas

O governo português pediu aos vizinhos mais vacinas para acelerar sua campanha. O país espera receber quase um milhão de doses nas próximas três semanas, afirmou Henrique Gouveia e Melo, coordenador do programa nacional de imunização. As autoridades já obtiveram uma entrega adicional de 290 mil doses da Noruega e negociam com a Itália mais 300 mil doses suplementares. Nesta terça-feira (27) chegaram 200 mil doses da AstraZeneca compradas da Hungria que seriam destinadas aos países africanos de língua portuguesa e ao Timor-Leste. Portugal quer vacinar os adolescentes de 12 a 17 anos antes do início do ano letivo, mas aguardam a aprovação das autoridades sanitárias para tal.

57% da UE totalmente imunizada

Ursula von der Leyen: que a população siga se vacinando

As autoridades da União Europeia (UE) anunciaram nesta terça-feira (27) que cumpriram a meta de aplicar pelo menos uma dose em 70% da população vacinável do bloco. Agora, reforçam o pedido para que a população siga se vacinando para conter a disseminação da variante delta. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, explicou que isso coloca a Europa “entre os líderes mundiais” contra a covid-19. Ela também afirmou que 57% da população já está totalmente imunizada.

FAQ da Fiocruz

Painel Coronavírus

Vacinados

• 3,94 bilhões no mundo (52,53% da população)
• 96,42 milhões no Brasil (45,26% da população)
* primeira dose ou dose única

Segunda dose *
• 1,06 bilhão mundo (13,9% da população)
• 38,12 milhões de brasileiros (17,9% da população)
*dados aproximados

Casos confirmados no Brasil

• 19.749.073 – acumulado
• 18.466.822 – recuperados
• 730.416 – em acompanhamento
• 41.411 – novos infectados
• 9397,7 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Mortes confirmadas no Brasil

• 551.835 – óbitos acumulados
• 1.333 – novas vítimas fatais
• 2,8% – letalidade
• 262,6 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

Dados atualizados em 27/07/21 – 20h30

Fontes: Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde e Universidade Johns Hopkins (EUA)

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