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Nº 224: calote da Precisa; SP reduz mortes; órfãos da pandemia

Mais um rolo com a Covaxin

A Precisa Medicamentos, empresa que vendeu a vacina indiana Covaxin ao Ministério da Saúde, arrecadou pelo menos R$ 9,5 milhões vendendo o imunizante para 59 clínicas privadas no início do ano, segundo documentos obtidos pela CPI da Pandemia, aponta uma reportagem do jornal O Globo nesta quarta-feira (21). As empresas pagaram um “sinal” de 10%, mas ficaram sem a vacina. Algumas buscam um ressarcimento. O prazo contratual para a entrega no final de abril, expirou. Os negócios não foram adiante. A vacina não foi aprovada pela Anvisa, o Congresso não liberou clínicas privadas para vacinarem seus clientes. A oferta às clínicas privadas foi feita entre o fim de 2020 e fevereiro deste ano, antes do contrato com o Ministério da Saúde, agora investigado pela CPI e pelo Ministério Público Federal (MPF). Em 25 de fevereiro, o governo comprou 20 milhões de doses de Covaxin por R$ 1,6 bilhão, contrato suspenso após descumprimento dos prazos pela Precisa. O menor preço oferecido pela Precisa às privadas foi de US$ 32,71 para quem comprasse mais de 100 mil doses, mais que o dobro dos US$ 15 pagos pelo ministério.

O que MONEY REPORT publicou hoje

Menos paulistas morrem

Na semana entre 14 e 21 de julho, 288 dos 645 municípios do estado de São Paulo não registraram mortes por covid-19. Além disso, 18 municípios não apresentaram novos casos da doença no período. O estado vacinou 54% da população com ao menos a primeira dose e 18% completou o esquema vacinal.

Órfãos da covid

Pelo menos de 1,1 milhão de crianças no mundo perderam ao menos um dos pais ou avós responsáveis em consequência da pandemia, estima um estudo do Imperial College de Londres, publicado na revista científica The Lancet nesta terça-feira (20). Em relação à população total, o número de menores de 18 anos (imagem) nessa situação é alto no Brasil (2,4 crianças a cada mil), atrás apenas do Peru (10,2), da África do Sul (5,1) e do México (3,5). Mais de 113 mil crianças ficaram total ou parcialmente órfãs no Brasil, sendo que 25,6 mil perderam a mãe, 87,5 mil perderam o pai e e 13 perderam ambos para a doença. Além disso, 17 mil perderam um dos avós, seus guardiões, e 69 perderam ambos.

Delta na América

De todos os casos sequenciados nos Estados Unidos, 83% são da cepa delta.“Este é um aumento dramático, de 50% [na] semana de 4 de julho”, explicou Rochelle Walensky, diretora dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês), em depoimento no Capitólio nesta quarta-feira (21). Ela disse que as mortes aumentaram quase 48%, para uma média de 239 por dia. Com menos da metade da população totalmente vacinada, as taxas de infecção em Oklahoma, Missouri, Arkansas, Alabama, Louisiana e Mississippi estão entre as mais altas. O Alabama ocupa a posição mais baixa, com apenas 42,4% de sua população adulta totalmente vacinada. Nas últimas duas semanas, a taxa de infecção nos EUA aumentou 195%. Os estados que tiveram alguns dos maiores aumentos nesse período são Oklahoma, com 387%, e Louisiana e Mississippi, com 376% e 308%, respectivamente. A campanha nacional despencou. Em abril eram 3,38 milhões de doses aplicadas por dia, hoje são 521 mil.

O outro bloqueio

O embargo americano contra Cuba não é absoluto por razões humanitárias. O Departamento de Comércio dos EUA autoriza o envio limitado de produtos farmacêuticos por cubanos residentes nos EUA para parentes, só que as empresas devolvem os pacotes por temor de sanções. Nem antitérmicos comuns podem chegar. Cuba até ia bem contra a covid, mas uma segunda onda iniciada em janeiro elevou os casos diários para uma média de cerca de 1 mil casos diários até junho, explodindo para 6 mil em julho. A mortalidade média dos últimos sete dias na ilha é de 55,29, bem abaixo dos 242,29 dos EUA e dos 1.196,14 do Brasil, de acordo com levantamento das Nações Unidas em 20 de julho.

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Evento teste na Baixada

Começou nesta quarta-feira (21), em Santos, litoral paulista, a Expo Retomada, o primeiro dos chamados eventos teste autorizados pelo governo de São Paulo. São congressos e feiras que prometem seguir rigidamente todos os protocolos sanitários, inclusive com testagem dos participantes. O público envolvido será monitorado por duas semanas para avaliar se houve contaminação ou disseminação coronavírus. A estimativa é que sejam recebidas 1,5 mil pessoas até amanhã (22), no Santos Convention Center. A intenção é que a experiência sirva de modelo para uma retomada segura de grandes eventos.

Passe francês para aglomerar

A França passou a exigir nesta quarta-feira (21) a apresentação de um passe sanitário para todos que desejem acessar cinemas, teatros, museus e qualquer evento que reúna mais de 50 pessoas. O documento traz um código QR com informações vacinais, se o portador teve a doença nos últimos 6 meses ou fez testes nas últimas 48 horas. Os estabelecimentos precisam usar leitores digitais para liberar o acesso.

Mistura paulista contraria a Saúde

Gestantes e puérperas do estado de São Paulo que tomaram a primeira dose da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz poderão tomar a segunda com o imunizante da Pfizer. A informação foi dada nesta quarta-feira (21) pelo governo paulista. A decisão contraria a recomendação do Ministério da Saúde de utilizar sempre o mesmo imunizante e esperar até 45 dias após o parto para que a segunda dose. A Saúde recomendou que esse grupo só seja atendido com Pfizer e CoronaVac.

Alta dos contágios na terra da rainha

O Reino Unido registrou 44.104 novos casos de coronavírus e 73 mortes adicionais, de acordo com a última atualização do painel. O total de registros na semana passada aumentou 35,8% em relação ao total dos 7 dias anteriores e as mortes, 59,8%. Os internados na Inglaterra atingiu seu nível mais alto em quase 5 meses, com 752 relatos em 19 de julho. Um aumento de 21% em relação à semana anterior e a maior quantidade diária desde 25 de fevereiro.

Esclarecimentos da Sinovac

Após as denúncias que o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, teria tentado adquirir o imunizante por meio da intermediária catarinense World Brands a um valor 180% acima do acordado com o Instituto Butantan e de forma paralela, a empresa se posicionou publicamente sobre o assunto.

Painel Coronavírus

Vacinados

• 3,73 bilhões no mundo (49,72% da população)
• 126,64 milhões no Brasil (59,47% da população)
* primeira dose ou dose única

Segunda dose *
• 1,03 bilhão mundo (13,2% da população)
• 35,14 milhões de brasileiros (16,5% da população)
*dados aproximados

Casos confirmados no Brasil

• 19.473.954 – acumulado
• 18.206.173 – recuperados
• 722.177 – em acompanhamento
• 54.517 – novos infectados
• 9.266,8 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Mortes confirmadas no Brasil

• 545.604 – óbitos acumulados
• 1.424 – novas vítimas fatais
• 2,8% – letalidade
• 259,6 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

Dados atualizados em 21/07/21 – 21h

Fontes: Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde e Universidade Johns Hopkins (EUA)

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