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Nº 223: PNI militar; revacinação surpresa; Canadá para brasileiros; briga por droga

Ordem unida e furada de fila no DF

Provas reunidas pelo Ministério Público Federal (MPF) apontam que o Ministério da Defesa agiu para que todos os militares da ativa das três forças (Exército, Aeronáutica e Marinha) em Brasília fossem vacinados. A categoria integrava o grupo prioritário, porém,os militares tiveram acesso a lotes exclusivos, fora do previsto pelo Plano Nacional de Imunização (PNI), apontou a Folha de S.Paulo nesta terça-feira (20). A iniciativa contrariou notas técnicas da Saúde. A furada de fila permitiu que 100% do efetivo baseado no Distrito Federal (29.671 homens e mulheres) fosse imunizado. Um inquérito civil público foi instaurado em 25 de junho para investigar como militares e agentes de forças de segurança foram privilegiados. Nos primeiros dias de junho, o Exército já havia vacinado militares de 43 anos, até mesmo de setores administrativos, enquanto a imunização de civis em Brasília patinava na faixa entre 50 a 59 anos. Na Aeronáutica, e-mails de convocação interna mostram que jovens de 22 anos foram inoculados em 8 de julho.

Vale destacar que a Saúde havia definido em 28 de maio a ordem de vacinação, incluindo militares. Confira:

  • Profissionais de saúde da linha de frente e funcionários que tenham contato com público;
  • Idosos e pessoas que sofrem de comorbidades graves ou crônicas;
  • Professores, profissionais da educação e funcionários de instituições de ensino de todos os níveis;
  • Pessoas em geral e gestantes e puérperas com comorbidades;
  • Pessoas com deficiência permanente (18 a 59 anos) sem cadastro no BPC;
  • Pessoas em situação de rua (18 a 59 anos);
  • Funcionários do sistema de privação de liberdade e população privada de liberdade;
  • Forças de segurança e salvamento e Forças Armadas (na 11ª etapa da campanha iniciou-se a vacinação escalonada desses trabalhadores, restrita aos profissionais envolvidos nas ações de combate à covid-19);
  • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros;
  • Trabalhadores de transporte metroviário e ferroviário;
  • Trabalhadores de transporte aéreo;
  • Trabalhadores de transporte aquaviário;
  • Caminhoneiros;
  • Trabalhadores portuários;
  • Trabalhadores industriais;
  • Trabalhadores da limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos.

Terceira dose cancelada em Guaxupé

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recorreu da decisão da Justiça estadual, que havia deferido o pedido de revacinação contra a covid-19 de um idoso de Guaxupé. No recurso, a promotoria alega que a decisão foi baseada em exame laboratorial “inidôneo e parecer médico desprovido de comprovação científica”. O homem, de 75 anos, apesar de ter recebido duas doses da Coronavac, fez testes de anticorpos imprecisos para basear seu pedido de revacinação. No pedido, o sommelier apontou quais vacinas não deveriam ser aplicadas nele.

O que MONEY REPORT publicou hoje

Delta no Brasil

Já foram identificados no Brasil 110 casos da variante delta do novo coronavírus. Desses, cinco terminaram em morte. Essa cepa preocupa por ter uma taxa de infecção maior que o coronavírus original. Dos casos registrados, 83 ocorream no Rio de Janeiro, 13 no Paraná, oito em São Paulo, seis em um navio ancorado no Maranhão, dois em Goiás, dois em Pernambuco e um em Minas Gerais. Os dados são do do Ministério da Saúde (MS) e foram obtidos a partir de amostras positivas que passaram por uma análise genética mais profunda.

Bloqueador de testosterona na mira

A proxalutamida é um bloqueador de hormônios masculinos em testes contra câncer de próstata. A droga ganhou holofotes após a divulgação — antes da revisão por outros cientistas — por pesquisadores brasileiros e estrangeiros que um grupo de pacientes hospitalizados com covid-19 teve a mortalidade reduzida em 77% após seu emprego ao longo de 28 dias. Os autores publicaram suas conclusões na segunda-feira (19) – revisado por pares – no periódico Frontiers in Medicine, após ser rejeitado por publicações científicas de prestígio, como The New England Journal of Medicine e The Lancet. Eles argumentam que desta vez taxa de hospitalização em homens tratados com o medicamento foi reduzida em 91% em comparação aos tratamentos convencionais. Ao divulgar os dados preliminares em março, os pesquisadores afirmaram que mais de 47% dos pacientes com covid-19 que tomaram placebo durante o estudo morreram, contra menos de 5% dos que tomaram proxalutamida. Os resultados foram questionados. Há suspeitas de fraude, possível conflito de interesse com a fabricante e discrepâncias entre a metodologia anunciada e o que foi estudado. Os autores negam qualquer irregularidade, mas a briga está posta.

Revacinação surpresa em janeiro

Governador João Doria (PSDB)

O anúncio que São Paulo pretende iniciar a revacinação contra a covid a partir de 17 janeiro de 2022 surpreendeu o Ministério da Saúde e outros governos estaduais. Apesar de todos darem como certa a necessidade de campanhas anuais em algum momento, nada está definido em âmbito federal e nem pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Para evitar esse desencontro, os gestores estaduais querem que o ministério tome a dianteira. A revacinação dos paulistas, comunicada nesta segunda-feira (19) pelo governador João Doria (PSDB), poderá ser feita com apenas uma dose e contemplaria toda a população adulta com a ButanVac, ainda em testes.

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Informe publicitário

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Os nem-nem na pandemia

Dados captados pela segunda edição do Atlas da Juventude, lançado em junho de 2021, apontam que os efeitos da pandemia recaem com gravidade pouco percebida sobre os jovens brasileiros. Houve um crescimento considerável dos chamados nem-nem, aqueles que não estudam tampouco trabalham. De 10% dessa população, em 2020, esse contigente saltou para 16% em 2021 – o que daria uns 34 milhões. Para a presidente-executiva da Confederação Brasileira de Empresas Juniores (Brasil Júnior), Fernanda Amorim, o levantamento pode ajudar a embasar políticas de inclusão e de educação de melhor qualidade. O termo nem-nem é uma adaptação livre da sigla em inglês “neet”, contração da expressão “not in education, employment, or training”, algo como “sem educação, emprego ou capacitação profissional”.

O jovem brasileiro em dados

  • Os trabalhos autônomos são mais comuns na faixa dos 25 a 29 anos e em áreas urbanas;
  • A ajuda doméstica sem remuneração é mais comum na faixa dos 15 a 17 anos e em áreas rurais.
  • Entre jovens consultados que não estão trabalhando, 30% também não estudam;
  • A grande maioria procura alguma colocação profissional;
  • 40% estão atrás do primeiro emprego;
  • Só 7% contribuem para sustentar a casa;
  • Dentre os jovens que não trabalham, 60% não tiveram qualquer atividade remunerada na pandemia;
  • Os 40% restantes obtiveram alguma renda na informalidade ou no trabalho autônomo;
  • destes, 20% fizeram trabalhos pontuais sem carteira assinada;
  • 10% trabalharam por conta própria ou abriram um negócio, o que mostra um crescente empreendedorismo, ainda que precário;
  • Entre o público dos 15 os 24 anos, 60% estudam;
  • O problema é que 40% estão fora de qualquer instituiçõ educacional.

Vacina europeia em tempo real

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA, na sigla em inglês) confirmou nesta terça-feira (20) que começará uma avaliação em tempo real da vacina Vidprevtyn. O imunizante foi desenvolvido em parceria pela francesa Sanofi e pela britânica GlaxoSmithKline (GSK). Avaliar em tempo real significa que os pesquisadores poderão entregar as análises à medida que são feitas e antes do final ensaio conclusivo. Seria uma forma do órgão regulador acelerar a aprovação.

Canadá vai aceitar brasileiros

O Canadá reabriu a possibilidade para brasileiros totalmente vacinados com imunizantes aprovados pelo seu governo poderem viajar ao país. A medida vale a partir de 7 de setembro. Os voos da Air Canada entre São Paulo e Toronto têm retomada prevista para 2 de setembro. A lista inclui Covishield, Janssen Pfizer – a Coronavac não consta e a Moderna não é aplicada no Brasil.

SP a meio milhão por dia

Painel Coronavírus

Vacinados

• 3,70 bilhões no mundo (49,33% da população)
• 124,94 milhões no Brasil (58,68% da população)
* primeira dose ou dose única

Segunda dose *
• 1,01 bilhão mundo (12,9% da população)
• 34,5 milhões de brasileiros (16,2% da população)
*dados aproximados

Casos confirmados no Brasil

• 19.419.437 – acumulado
• 18.124.621 – recuperados
• 756.636 – em acompanhamento
• 27.592 – novos infectados
• 9.240,9 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Mortes confirmadas no Brasil

• 544.180 – óbitos acumulados
• 1,424 – novas vítimas fatais
• 2,8% – letalidade
• 259 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

Dados atualizados em 20/07/21 – 19h20

Fontes: Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde e Universidade Johns Hopkins (EUA)

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