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Nº 212: reprovação recorde; erros e contradições; contagem regressiva para o carnaval

Uma nova pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta-feira (9), revela que 56% dos brasileiros reprovam a gestão do presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. O resultado representa um crescimento de cinco pontos percentuais em relação ao levantamento de maio e é o maior número desde o início da crise sanitária, em março do ano passado. Houve uma queda nos que consideram a conduta do presidente regular, de 27% para 21%. Avaliam o desempenho de Bolsonaro como ótimo ou bom 22% dos entrevistados ante 21% da sondagem anterior. O instituto também constatou que para 46% da população Bolsonaro é o principal responsável pela situação atual da doença no Brasil – um aumento de sete pontos percentuais frente a última consulta. O Datafolha ouviu 2.074 pessoas, em 146 municípios, entre 7 e 8 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Contradições na compra da Covaxin

O consultor do Ministério da Saúde William Amorim Santana, técnico da Divisão de Importação da pasta, confirmou nesta sexta-feira (9) à CPI da Pandemia que foi a servidora Regina Célia Silva Oliveira, fiscal do contrato para aquisição da vacina indiana Covaxin, a responsável por autorizar a participação da Madison Biotech como empresa intermediadora ligada à fabricante Bharat Biotech, dando seguimento ao processo para importação do imunizante no país. O depoente disse ainda que fez três alertas à fiscal sobre erros na invoice (fatura para negociação internacional) como o número menor de doses do que o combinado, prazo de entrega, determinação de pagamento antecipado e a presença da intermediadora, todos eles não previstos no contrato. “Nós recebemos a commercial invoice, fizemos os apontamentos, submetemos à área de fiscalização, e eles [Departamento de Fiscalização] deram o parecer favorável. Ela [Regina Célia] não me disse que não podia constar essa informação na invoice, em momento algum. Pelo contrário, nós temos uma troca de e-mails onde ela responde para o fornecedor que aceita os termos dispostos e aguarda o cumprimento do item 2, que é a apresentação da declaração dizendo quem é a Madison”, explicou o consultor. Santana acrescentou que a Precisa Medicamentos (empresa brasileira que negociou a compra) enviou a declaração diretamente ao Departamento de Fiscalização do Ministério da Saúde para permitir a entrada da Madison Biotech na invoice, não cabendo, segundo ele, a responsabilidade de seguimento do processo a Divisão de Importações.

A nova vacina do Butantan

Depois do aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Butantan começou nesta sexta-feira (9) o processo de testes em humanos da ButanVac – vacina contra o coronavírus fruto da cooperação e transferência de tecnologia da farmacêutica chinesa Sinovac. Um grupo de voluntários realizou a triagem no Hemocentro de Ribeirão Preto, centro de pesquisa vinculado à Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo e que é responsável pela parte inicial do estudo. As fases 1 e 2 dos ensaios clínicos do imunizante serão divididas nas etapas A, B e C. A etapa A vai envolver 418 voluntários da cidade no interior paulista com o objetivo de avaliar segurança e seleção de dose (que será incorporada na vacina definitiva). Nela, o grupo de pessoas vacinadas será comparado a um grupo controle que receberá placebo. Já as etapas B e C terão como objetivo avaliar a resposta imune e envolverão mais de 5 mil voluntários. Nelas, será feita a comparação entre o desempenho da nova vacina do Butantan e outras vacinas que estão em uso. Além da eficácia geral da ButanVac, os ensaios clínicos vão avaliar seu desempenho diante das novas variantes do SARS-CoV-2. Farão parte do estudo pessoas não vacinadas e que não foram expostas ao vírus. A previsão é que a pesquisa dure 17 semanas, mas o prazo pode ser alterado porque as etapas são progressivas, ou seja, só há avanço após a conclusão do estágio anterior e com base na análise dos dados obtidos. Todo o processo será acompanhado pela Anvisa e as conclusões finais serão encaminhadas à agência para solicitar a autorização de uso emergencial.

Dados que trazem esperança

O levantamento Monitora Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontou que o número de mortes por covid-19 vem caindo no país de “forma consistente” desde 19 de junho. Na data foram contabilizados 2.075,43 óbitos segundo a média móvel de sete dias. Na quinta-feira (8), esse número caiu para 1.440,57. O ápice de mortes da segunda onda ocorreu em 12 de abril, com 3.123,57 mortes diárias. O estudo mostrou também que o número de casos diários, conforme a média móvel de sete dias, chegou a 48.636,86 na quinta-feira (8). De acordo com a fundação, houve queda expressiva em relação a 23 de junho, quando alcançou o maior patamar da pandemia no Brasil, com 77.264,71 casos diários. O epidemiologista Diego Xavier, pesquisador do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), da Fiocruz, destacou que, apesar da tendência observada de queda no número de casos e de óbitos, o nível dos indicadores ainda está muito alto no país. O pesquisador alertou ainda que, com o ritmo de vacinação lento e a possibilidade de circulação da nova variante Delta, com origem na Índia e altamente infecciosa, a população precisa manter os cuidados como o uso de máscara e o distanciamento social para evitar a transmissão do vírus e o surgimento de novas variantes de risco. “A média móvel de óbitos, em torno de 1,5 mil, ainda é muito superior a tudo o que a gente viu em 2020. Temos observado uma tendência de diminuição de mortes desde meados de abril, e isso é efeito principalmente da vacinação entre os mais idosos”, disse. “É preciso acelerar a vacinação. E, mesmo tomando a vacina, é necessário manter os cuidados até que a gente tenha um volume de pessoas vacinadas suficiente para criar uma imunidade coletiva e, aí sim, retomar algumas atividades com cuidado”, completou.


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Para cair na folia

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), disse nesta sexta-feira (9) esperar que a imunização da população da cidade esteja concluída no carnaval de 2022 e que, com isso, seja possível realizar a festa sem que os foliões precisem apresentar resultado de testes. Com base no calendário local, Paes estimou que a aplicação da primeira dose será concluída no dia 15 de agosto e, acrescentando três meses para a frente, em novembro, a população acima de 18 anos estaria imunizada também com a segunda dose ainda neste ano. Paes comentou que o carnaval tem características diferentes de outros eventos que concentram público. “Para ter carnaval, não dá para ficar exigindo: testou entra no bloco, não testou, não entra na Sapucaí. Isso seria impossível. É torcida, esperança, fé, crença de que vamos ter carnaval porque vai estar todo mundo protegido.”

Final da Copa América

Brasil e Argentina decidem neste sábado (10), no Maracanã, quem ficará com o título da Copa América. A partida que será realizada no Maracanã terá uma novidade. A prefeitura do Rio de Janeiro liberou a entrada do público, mas impôs o limite de 10% de ocupação por setor do estádio. Os cerca de 6,5 mil torcedores esperados para o jogo poderão entrar desde que apresentem teste PCR das últimas 48 horas para comprovar que não estão com a covid-19. Além disso, devem manter distanciamento nas cadeiras e o uso de máscaras.

Painel Coronavírus

Vacinados

• 3,36 bilhões no mundo
• 111,48 milhões no Brasil

*ao menos a primeira dose ou dose única

Casos confirmados no Brasil

• 19.020.499 – acumulado
• 57.737 – novos infectados
• 9.051,0 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Mortes confirmadas no Brasil

• 531.688 – óbitos acumulados
• 1.509 – novas vítimas fatais
• 2,8% – letalidade
• 253,0 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

Dados atualizados em 09/07/21 – 18h00

Fontes: Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde e Universidade Johns Hopkins (EUA)

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