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Nº 209: ainda sem terceira dose; delta Rio-SP; CPI da fiscal do contrato

Cedo para mais uma

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, explicou em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, nesta terça-feira (6), que não vê necessidade para uma dose de reforço contra a covid ainda neste ano e que o índice de eficácia dos imunizantes ao longo do tempo depende de mais estudos clínicos. “É diferente fazer estudo clínico em profissionais de saúde e entre a população em geral. Alguns desses estudos apresentam a eficácia secundária, que é o que importa para uma vacinação, a proteção contra os casos sintomáticos. São pouquíssimas as que protegem contra a infecção. São as com efeito neutralizante”. Ele destacou os resultados de Serrana (SP), onde mais de 95% da população adulta foi imunizada, com 80% protegidos contra sintomas, 86% menos internações e 95% menos óbitos. “Isso corrobora com dados de estudos de eficiência não controlados e a queda dos óbitos na população com mais de 60 anos, majoritariamente inoculadas com a Coronavac”.

O que MONEY REPORT publicou hoje

Maratona sem gente nas ruas

O Comitê Organizador das Olímpiadas e as autoridades japonesas pediram, nesta terça-feira (6), que as pessoas evitem ir às ruas para assistir às provas da maratona e a marcha atlética para evitar risco de contaminações. As corridas serão realizadas na cidade de Sapporo, entre 23 de julho e 8 de agosto.

O que a servidora da Saúde disse à CPI

Regina Célia: “Não tinha fiscal de contrato antes”

O resumo do que afirmou a servidora do Ministério da Saúde, Regina Célia Silva Oliveira, responsável pela fiscalização dos contratos de vacinas. Ela autorizou a importação da Covaxin, apesar das discrepâncias entre os documentos. Sua participação no episódio foi apontada nos depoimentos dos irmãos Miranda, em 25 de junho.

  • Estranho: questionada se não seriam atípicas as diferenças entre as remessas e os valores executados na aquisição da Covaxin, respondeu que fez sua parte. “Eu não cuido do valor do contrato, apenas da execução de importação e estava de acordo”;
  • Sem fiscalização: explicou ter enviado seu relatório sobre falhas na execução para seus superiores em 30 de março. A primeira remessa estava prevista para 17 de março e a segunda, para até dez dias. “Fui nomeada como fiscal em portaria publicada em 22 de março. Não tinha fiscal antes”;
  • Remessas menores: se a quantidade de doses entregues for menor, precisaria ser compensada na remessa seguinte, desde que o total do contrato não seja alterado. Porém, o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) questionou se não seria preciso alertar seus superiores, pois essa mudança causaria distorções no controle. Ela afirmou que não. Ele rebateu que isso pode he render uma ação de improbidade;
  • Invoice: Regina Célia disse que a fatura é de responsabilidade da divisão de Exportação e que ela apenas autorizou apenas a quantidade, jamais os valores;
  • Atribuições: contou que fiscaliza os contratos da Pfizer, CoronaVac/Butantan, Janssen e Sputnik V/União Química, além de outras vacinas: “Pelo menos uns 18 contratos por ano”;
  • Representação: divergiu do depoimento do policial militar de Alfenas, Luiz Paulo Dominguetti. “A empresa para vender ao ministério precisa ter um representante no Brasil, sede ou escritório”. Questionada se a Precisa Medicamentos seria uma atravessadora, negou: “É uma representante autorizada, é diferente”;
  • Desavisado: o senador Jorginho Mello (PL-SC) teve uma ideia. “Acho que tinha que ter um departamento ou secretaria para importação”. A servidora alertou: “Já existe, senador”;
  • Sem danos: o senador Luiz Carlos Heinze (PP-RS) perguntou se houve valor empenhado . Ela disse que não, pois não houve aplicação da vacina pelo SUS por falta de autorização da Anvisa. “Se não houve pagamento, não houve dano ao erário [dinheiro público]”, afirmou o senador;
  • Off-shore: disse que o uso de uma empresa offshore é algo atípico nos moldes contratuais da pasta;
  • Culpa: “Quem a senhora está protegendo?”, perguntou o senador Rogério Carvalho (PT-SE). “Ninguém”, afirmou a servidora. A dúvida surgiu depois que ficou claro que a servidora assumia a maior parte da responsabilidade pelos eventuais erros ocorridos na execução do contrato denunciado pelos irmãos Miranda.

Queda acentuada de eficácia

Um estudo conduzido em Israel descobriu que a vacina da Pfizer é menos efetiva contra a variante delta (B.1.617.2), aponta uma reportagem do The Wall Street Journal desta terça-feira (6). O imunizante obteve 64% de eficácia, uma queda acentuada, se comparada aos 94% anteriores. No entanto, o inoculante ainda é 94% eficaz na prevenção de quadros graves, uma ligeira diminuição dos 97% anteriores. Os dados foram coletados de 6 de junho até o início de julho, de acordo com a autoridade de saúde do país.

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Covid longa e seus sintomas

  • Fadiga
  • Névoa cerebral
  • Dores musculares e nas articulações
  • Distúrbios do sono
  • Enxaquecas
  • Dor no peito
  • Erupções cutâneas
  • Nova sensibilidade a cheiros e sabores
  • Disautonomia ou desequilíbrio do sistema nervoso

O Hospital da Universidade College London (UCLH, na sigla em inglês) em seu último estudo destacou que os sintomas amenizam após um ano em metade dos casos. Há maior incidência em pacientes mulheres (66%. Foram analisados 3.762 pacientes curados ao longo de 2020 e 2021.

Novos prioritários

O Ministério da Saúde informou nesta terça-feira (6) que incluiu bancários e os trabalhadores dos Correios entre os prioritários do Plano de Operacionalização da campanha de vacinação.

Delta no Sudeste

A Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro confirmou 2 novos casos da cepa delta. Os pacientes são um homem de 30 anos e uma mulher de 22 anos, moradores da Baixada Fluminense, diagnosticados em 16 e 17 de junho. A cidade de São Paulo identificou seu primeiro caso da variante, informou a Prefeitura nesta terça-feira (6). Um homem de 45 anos que já está em monitoramento pela Unidade Básica de Saúde (UBS) da sua região. A identificação ocorreu por teste RT-PCR enviado ao Instituto Butantan para análise genômica.

Painel Coronavírus

Vacinados (cumulativos)
• 3,25 bilhões no mundo (43,33% da população)
• 106,91 milhões no Brasil (50,19%; da população)

Segunda dose *
• 802,5 milhões no mundo (10,7% da população)
• 28,11 milhões de brasileiros (13,2% da população)
* dados aproximados

Casos confirmados no Brasil
• 18.855.015 – acumulado
• 62.504 – novos infectados
• 17.262.646 – recuperados
• 1.065.477 – em acompanhamento
• 8.972,3 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Mortes confirmadas no Brasil
• 526.892 – óbitos acumulados
• 1.780 – novas vítimas fatais
• 2,8% – letalidade
• 250,7 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

Dados atualizados em 06/07/21 – 19h

Fontes: Ministério da Saúde, consórcio de veículos de imprensa, Universidade Johns Hopkins (EUA) e Fiocruz

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