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Nº 200: delta mata a primeira brasileira; vacina nacional só em 2022; Europa acelera

Grávida veio do Japão e transmitiu cepa no PR

Uma mulher grávida, de 42 anos, se tornou a primeira paciente a morrer no Brasil com diagnóstico da variante delta do novo coronavírus, confirmou neste domingo (27) o Ministério da Saúde. Ela veio do Japão para Apuracana (PR), onde morreu em 18 de abril. A gestante teve resultado negativo no teste de RT-PCR antes de embarcar para o Brasil. No entanto, começou a apresentar problemas respiratórios em 7 de abril, dois dias depois de chegar, testando positivo. Oito dias após o diagnóstico, em 15 de abril, a gestante foi internada. Ela faleceu em 18 de abril, logo depois de passar por uma cesariana de emergência. Nascido com 28 semanas, o bebê não apresentava o vírus. A paciente morta também está na origem do primeiro caso de transmissão comunitária no Paraná da variante delta. Uma idosa de 71 anos foi infectada pela filha, que era amiga da gestante e tinha ido visitá-la. A idosa já teve alta. Como a filha, que teve contato com a gestante só fez o teste de antígeno, não foi possível traçar o sequenciamento genético do vírus.

Vacina brasileira ficou para 2022

A Versamune, vacina 100% brasileira desenvolvida pela startup Farmacore (imagem) em parceria com a USP Ribeirão (SP) e financiada pelo pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), vai atrasar. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) solicitou que mais voluntários participem dos testes das fases clínicas 1 e 2, que avaliam segurança, reações, dosagem e formato da vacinação. Além da Versamune, outros três imunizantes caminham para etapas avançadas no país. Uma solução mais convencional é desenvolvida na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) com a Fiocruz Minas, com verba da prefeitura de Belo Horizonte; a ButanVac, do Instituto Butantan, é financiada pelo governo paulista; e há um spray nasal do Instituto do Coração, de São Paulo, que promete bloquear a instalação do vírus nas vias aéreas. Há uma espécie de corrida. O governo federal pretende destinar entre R$ 310 milhões e R$ 340 milhões para aquele que chegar na fase 3, que deverá envolver cerca de 20 mil voluntários.

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Imunização acelera na Europa

Seis meses após seu início, finalmente as autoridades sanitárias da União Europeia (UE) parecem ter vencido seus principais obstáculos. Usando as vacinas da Pzifer, AstraZeneca, Moderna e Janssen, os países do bloco completaram o ciclo vacinal de 30,9% de seus residentes, o que perfaz 137 milhões. Se somados os países de fora do bloco, incluindo Reino Unido e Rússia, esse índice cai para 26,15%, com 195 milhões atendidos com duas doses, incluindo aí o imunizante Sputnik V. Na Alemanha e França, todos os adultos já podem se vacinar.

Irlanda manda anéstésicos para intubação

Na próxima terça-feira (29), o Brasil receberá do governo da Irlanda 47.520 ampolas do anestésico Atracúrio, usado na intubação de pacientes. A doação foi coordenada pela embaixada brasileira em Dublin e pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores. A carga chegará ao aeroporto de Guarulhos (SP) em operação da agência para Proteção Civil Europeia e Operações de Ajudas Humanitárias (Echo, na sigla em inglês). A ajuda da faz parte do esforço coordenado pela UE após o pedido de assistência do Brasil quando houve falta de kits de intubação.

Painel Coronavírus

Vacinados (cumulativos)
• 2,84 bilhões no mundo (38,35% da população)
• 92,92 milhões no Brasil (44% da população)

Segunda dose *
• 744,15 milhões no mundo (10,4% da população)
• 24,75 milhões de brasileiros (11,60% da população)
* dados aproximados

Leitos de UTI *
• 79% de ocupação total em 18 estados brasileiros e o DF
* Não há uma contagem sistemática e centralizada dos leitos de UTI disponíveis nas redes pública e privada do país. O levantamento de MR é baseado nas informações veiculadas na imprensa

Casos confirmados no Brasil
• 18.420.598 – acumulado
• 33.704 – novos infectados
• 16.613.992 – recuperados
• 1.293.132 – em acompanhamento
• 8.765,6 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Mortes confirmadas no Brasil
• 513.474 – óbitos acumulados
• 739 – novas vítimas fatais
• 2,8% – letalidade
• 244 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

Dados atualizados em 25/06/21 – 19h30

Fontes: Ministério da Saúde, consórcio de veículos de imprensa, Universidade Johns Hopkins (EUA) e Fiocruz

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