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Nº 196: meta de Biden prorrogada; 90 milhões de doses da Pfizer; calendário paulistano de vacinação atualizado

Meta prorrogada nos EUA

A meta ambiciosa do governo Joe Biden (imagem) de completar o ciclo vacinal de 70% da população até o feriado de Independência em 4 de julho, deverá ser frustrada pela faixa etária entre 18 e 26 anos, explicou o coordenador da resposta ao coronavírus, Jeff Zients ao jornal The Guardian na terça-feira (22). Para chegar aos 70%, serão necessárias semanas extras. Há dois fatores de atenção com o atraso, a falta de preocupação dos mais jovens por acharem que o coronavírus não os afeta da mesma maneira que o grupo de maior risco e a circulação da cepa Delta (B.1.617.2), original da Índia. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) aponta que 70% receberam ao menos a primeira dose e 56% está totalmente vacinada. O infectologista e pesquisador do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas (NIH, na sigla em inglês) deixou claro que ao atingir 70%, não significa que o país está livre, apenas com algum controle e que é necessário continuar vacinando até alçar 100%. Ele alertou que ainda haverá picos regionais de contaminações.

O que MONEY REPORT publicou hoje

Grandes remessas da Pfizer

A farmacêutica Pfizer reiterou que nos próximos três meses trará ao Brasil cerca de 90 milhões de doses de imunizantes, confirmando as projeções do Ministério da Saúde. A empresa também confirmou que entre outubro e dezembro mais 100 milhões de doses estarão disponíveis no país.

Terceira dose chilena

O governo do Chile estuda a possibilidade de distribuir uma terceira dose de reforço de vacina, anunciou o presidente chileno Sebastián Piñera na terça-feira (22). O país tenta combater uma nova onda de infecções. Piñera explicou que especialistas em saúde estão avaliando estudos científicos para determinar se uma terceira dose agora é necessária, enquanto o Chile começa a imunização de adolescentes. O Chile já imunizou 50,4% da sua população com as duas doses.

Precisa Medicamentos na CPI, o que esperar

O sócio da Precisa Medicamentos, Francisco Maximiano, empresa responsável pela importação da Covaxin do laboratório indiano Bharat Biotech, está cumprindo quarentena de 14 dias após uma viagem à Índia. Ele deveria ter prestado depoimento à CPI da Pandemia nesta quarta-feira (23). Os senadores deverão questioná-lo sobre supostas irregularidades contratuais. Vale lembrar que o governo contratou 20 milhões de doses da vacina indiana por um total de R$ 1,6 bilhão.

Entenda

  • Pressão: o servidor e chefe da divisão de importação do Ministério da Saúde, informou ao Ministério Público Federal que sofreu uma pressão incomum de outra autoridade da pasta para assinar o contrato com a Precisa Medicamentos. Nesta quarta-feira (23), o irmão do servidor e deputado Luís Miranda (DEM-DF), revelou ao jornal Folha de S.Paulo que informou ao presidente Jair Bolsonaro a respeito da pressão o irmão havia sofrido. O presidente, segundo o parlamentar, respondeu que acionaria a Polícia Federal para investigar o caso; Os irmãos vão depor na sexta-feira (25) à CPI;
  • Narrativa: o ministro da Saúde na época do contrato era Eduardo Pazuello. Curiosamente, ele afirmou à CPI que que o governo não contratou a Pfizer inicialmente pelo alto preço do imunizante durante as 70 milhões de doses iniciais em 2020 oferecidas ao Brasil à US$ 10;
  • Anvisa: os senadores deverão questionar membros do governo e da Precisa sobre como conseguiram aprovação contratual mesmo sem a certificação da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Já que essa é uma das razões para a recusa inicial da Pfizer, como o próprio Pazuello afirmou à CPI;
  • Doses: documentos obtidos pela comissão revelados pelo jornal Estado de S. Paulo indicam que o valor contratado pelo governo brasileiro, de US$ 15 por vacina (R$ 80,70), acima do preço inicialmente previsto pela empresa Bharat Biotech, de US$ 1,34 por dose.

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Nova cepa, a P.5

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio identificou uma nova linhagem do coronavírus no município de Porto Real, próximo ao estado de São Paulo. A cepa P.5 é originária da B.1.1.28 e tem a mesma estrutura da original, mas com mutações no spike, a coroa do vírus que se liga à célula. De acordo com a SES, a identificação ocorreu por meio de monitoramento genômico em meados de abril. A secretaria informou que 19 casos P.5 já foram localizados em São Paulo. Ainda não é possível afirmar se ela é mais letal ou transmissível.

Infecção por 218 dias

Um homem de 40 anos teve infecção por coronavírus por ao menos 218 dias. Antes de contrair a doença, ele havia passado por um tratamento agressivo contra câncer e estava com o sistema imune debilitado. O diagnóstico de covid-19 aconteceu no início de setembro de 2020 e somente em abril deste ano seus exames negativaram. O caso foi descrito por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e colaboradores em artigo divulgado na plataforma medRxiv, ainda sem revisão por pares.

Mais IFAs para SP

O governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB) afirmou em seu Twitter que o Instituto Butantan receberá mais ingredientes farmacêuticos ativos (IFAs) no sábado. O anúncio é importante para a retomada da produção das vacinas do estado após a breve paralisação da aplicação da primeira dose nesta semana na capital paulista.

Retomada da vacinação paulistana

A cidade de São Paulo inicia nesta quarta-feira (23) a imunização contra a covid-19 para pessoas de 49 anos. O calendário segue o sistema de escalonamento proposto pela Secretaria Municipal da Saúde (SMS) para evitar aglomerações e tempo excessivo de espera nos postos da rede de imunização. Não esqueça de acessar o Fique de olho na fila.

Confira o novo calendário

  • Quarta-feira (23/06): 49 anos;
  • Quinta-feira (24/06): 48 anos;
  • Sexta-feira (25/06): 47 anos;
  • Sábado (26/06): repescagem para 47 a 49 anos;
  • Segunda-feira (28/06): 46 e 45 anos;
  • Terça-feira (29/06): 44 e 43 anos;
  • Quarta-feira (30/06): 42 anos;
  • 03/07 (sábado): repescagem 42 a 44 anos:
  • 05/07 (segunda-feira): 41 anos;
  • 08/07 (quinta-feira): 40 anos;
  • 10/07 (sábado): repescagem 40 a 44 anos;
  • 15/07 (quinta-feira): 39 anos;
  • 17/07 (sábado): repescagem 39 a 44 anos;
  • 19/07 (segunda-feira): 38 anos;
  • 22/07 (quinta-feira): 37 anos;
  • 24/07 (sábado): repescagem 37 a 39 anos;
  • 26/07 (segunda-feira): 36 anos;
  • 28/07 (quarta-feira): 35 anos;
  • 30/07 (sexta-feira): 34 anos;
  • 31/07 (sábado): repescagem 34 a 37 anos;
  • 02/08 (segunda-feira): 33 anos;
  • 04/08 (quarta-feira): 32 anos;
  • 07/08 (sábado): repescagem 32 a 34 anos;
  • 09/08 (segunda-feira): 31 anos;
  • 12/08 (quinta-feira): 30 anos;
  • 14/08 (sábado): repescagem 30 a 33 anos;
  • 16/08 (segunda-feira): 29 anos;
  • 19/08 (quinta-feira): 28 anos;
  • 21/08 (sábado): repescagem 28 a 30 anos;
  • 23/08 (segunda-feira): 27 anos;
  • 25/08 (quarta-feira): 26 anos;
  • 28/08 (sábado): repescagem 26 a 28 anos;
  • 30/08 (segunda-feira): 25 anos;
  • 01/09 (quarta-feira): 23 e 24 anos;
  • 04/09 (sábado): repescagem 23 a 26 anos;
  • 06/09 (segunda-feira): 21 e 22 anos;
  • 09/09 (quinta-feira): 20 anos;
  • 11/09 (sábado): repescagem 23 a 26 anos;
  • 13/09 (segunda-feira): 18 e 19 anos.

Dimas responde

O presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas afirma: “Existe uma possibilidade da vacina da covid-19 ser anual”. Confira:

Painel Coronavírus

Vacinados (cumulativos)
• 2,75 bilhões no mundo (36,6% da população)
• 90,08 milhões no Brasil (42,69% da população)

Segunda dose *
• 680 milhões no mundo (9,5% da população)
• 23,79 milhões de brasileiros (11,2% da população)
* dados aproximados

Leitos de UTI *
• 80% de ocupação total em 14 estados brasileiros e o DF
* Não há uma contagem sistemática e centralizada dos leitos de UTI disponíveis nas redes pública e privada do país. O levantamento de MR é baseado nas informações veiculadas na imprensa

Casos confirmados no Brasil
• 18.169.881 – acumulado
• 115.228 – novos infectados
• 16.483.635 – recuperados
• 1.179.137 – em acompanhamento
• 8.646 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Mortes confirmadas no Brasil
• 507.109 – óbitos acumulados
• 2.392 – novas vítimas fatais
• 2,8% – letalidade
• 241 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

Dados atualizados em 23/06/21 – 19h30

Fontes: Ministério da Saúde, consórcio de veículos de imprensa, Universidade Johns Hopkins (EUA) e Fiocruz

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