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Nº 184: G7 planeja o pós-pandemia; CPI científica; grávidas em risco

Expectativas para a reunião dos poderosos

O encontro dos líderes do G7, que neste final de semana reúne as principais economias do mundo – com exceção da China -, será fundamental para o início da reorganização do mundo no pós-pandemia. A cúpula contará com a primeira participação de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos e a sua prometida guinada para a conciliação internacional. O grupo é formado por EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Japão e Canadá. Este ano foram convidados representantes da África do Sul, Austrália, Coreia do Sul e Índia. O Brasil não participa, mas foi convidado em 2005, 2006 e 2008. Antes do início oficial, na quinta (10), o governo britânico anunciou que os países-membros vão distribuir 1 bilhão de doses aos subdesenvolvidos.

O que MONEY REPORT publicou hoje

Nova onda chilena

As UTIs de Santiago estão com 98% de ocupação, informou o ministério da Saúde chileno

As autoridades sanitárias do Chile anunciaram um novo lockdown na capital Santiago na quinta-feira (10), após a divulgação dos piores índices de contaminações desde o início da pandemia. O país tem um alto percentual de vacinados, com 75% de seus 15 milhões de habitantes vacináveis já inoculados com a primeira dose e 58% com a segunda. Foram utilizadas quase 23 milhões de doses até agora (17,2 milhões da Sinovac, 4,6 milhões da Pfizer/BioNTech e cerca de 1 milhão da AstraZeneca e CanSino). Especialistas consideram que a nova onda se deve a quatro fatores: vacinas com eficácia muito abaixo dos 100%, lentidão para que os imunizantes atinjam maior eficiência, variantes mais contagiosas e o afrouxamento rápido das restrições. Das 7.716 infecções confirmadas entre quarta-feira (8) e quinta, 73% dos atingidos não estavam totalmente imunizados e 74% tinham menos de 49 anos de idade, informou o governo. Os casos confirmados dispararam 17% nas últimas duas semanas, com 25% ocorrendo na região metropolitana de Santiago, que concentra 37% da população.

O que os cientistas disseram à CPI

O resumo do que a microbiologista e pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP), Natalia Pasternak, e o ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Claudio Maierovitch, falaram à CPI da Pandemia.

  • Calamidade: Pasternak explicou que em uma pandemia, lockdowns são necessários: “Medidas drásticas para situações drásticas”. Para ela, o Ministério da Saúde deixou os estados e municípios à própria sorte para que cada um combatesse a pandemia do jeito que desse;
  • Desorganização: Maierovitch destacou que no período das pesquisas das vacinas, a Saúde deveria ter preparado, por antecipação, grupos de trabalho com profissionais qualificados para avaliar o desenvolvimento e os resultados divulgados das candidatas a serem aprovadas no Brasil, como a CoronaVac, AstraZeneca e Pfizer. Essa iniciativa daria celeridade à Anvisa;
  • Rebanho: “Este tipo de imunidade é um termo científico para vacinas e não para a propagação de doenças”, afirmou Pasternak;
  • Janssen: “Assistimos estarrecidos um desestímulo oficial para que um grande laboratório nacional assumisse a produção de vacinas”. O ex-presidente da Anvisa lembrou que a vacina da Janssen, braço da Johnson & Johnson, teve parte de seus estudos clínicos feitos no Brasil, porém não houve negociação ou contrapartida dando prioridade aos brasileiros. “Não vimos atuação da diplomacia”, criticou;
  • Cloroquina, para variar: “Testamos cloroquina em macacos e humanos. Não funciona. A gente só não testou em emas porque elas fugiram”, afirmou a microbiologista, se referindo à imagem do presidente.
Foto Reprodução/Adriano Machado/Reuters

Gestações de risco

A covid-19 pode afetar a placenta de gestantes, apontou um estudo da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR). A principal conclusão foi que na maioria das pacientes assintomáticas ou com manifestações leves, o vírus não causou qualquer efeito nos bebês. Porém, quase todas as futuras mães hospitalizadas com sintomas moderados ou graves passaram por partos prematuros induzidos ou perda dos bebês. O estudo observou que as mais afetadas apresentavam comorbidades, como obesidade, diabetes e hipertensão. “Os bebês não morreram pela comorbidade e, sim, por covid”, concluiu a pesquisa.

R$ 415 milhões para teste(s) de vacina(s)

O governo federal direcionou R$ 415 milhões para testes com vacinas nacionais. O crédito aprovado pela Câmara está escrito no plural no site do Casa, porém o único imunizante em desenvolvimento vinculado diretamente ao Planalto é o Versamune, um desenvolvimento entre a empresa brasileira Farmacore, do laboratório americano PDS Biotechnology, e a USP Ribeirão Preto. A ButanVac, custeada pelo governo paulista e desenvolvida pelo Instituto Butantan, já tem autorização para testes em humanos.

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Informe publicitário

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Passe digital para os belgas

O governo da Bélgica emitirá, a partir de quinta-feira (16), seu certificado digital para União Europeia (UE) atestando doses de vacina, resultados negativos de teste PCR e recuperação da doença. Alemanha, Áustria, Bulgária, Croácia, Dinamarca, Espanha, Estônia, Grécia, Letônia, Polônia e República Tcheca também farão uso de uma plataforma digital semelhante para facilitar o turismo. A autorização ocorre ao mesmo tempo em que a Bélgica caminha para a classificação laranja da pandemia. A média móvel dos últimos 7 dias até 10 de junho era de 1.324 casos e 13 mortes. O país soma mais de 1 milhão de contaminações e mais de 25 mil mortos. A taxa de imunização total é de 24%.

Pfizer para brasileirinhos

A Anvisa autorizou nesta sexta-feira (11) o uso do imunizante da Pfizer para adolescentes a partir de 12 anos. O uso para esta faixa etária já havia sido aprovado nos Estados Unidos.

SP informa

A infectologista, Rosana Richtmann, afirma: “Dose dada, nunca é dose perdida”. Confira:

Zap da Fiocruz

Fonte: Twitter @Fiocruz

Painel Coronavírus

Vacinados (cumulativos)
• 2,3 bilhões no mundo (30,66% da população)
• 75,89 milhões no Brasil (35,96% da população)

Segunda dose
• 446 milhões no mundo (6,1% da população) *
• 23,8 milhões de brasileiros (11,1% da população)
* dados arredondados

Leitos de UTI
• 80% * de ocupação total em 17 estados brasileiros e o DF
* Não há uma contagem sistemática e centralizada dos leitos de UTI disponíveis nas redes pública e privada do país. O levantamento de MR é baseado nas informações veiculadas na imprensa

Casos confirmados no Brasil
• 17.296.118 – acumulado
• 85.149 – novos infectados
• 15.718.593 – recuperados
• 1.093.290 – em acompanhamento
• 8.230,5 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Mortes confirmadas no Brasil
• 484.235 – óbitos acumulados
• 2.216 – novas vítimas fatais
• 2,8% – letalidade
• 230,4 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

Dados atualizados em 11/06/21 – 19h30

Fontes: Ministério da Saúde, consórcio de veículos de imprensa, Universidade Johns Hopkins (EUA) e Fiocruz

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