PATROCINADORES

Nº 156: idosos que estariam vivos; grávidas morrem mais; máscaras nos EUA

A oportunidade que nos tornaria exemplo

Se o Brasil tivesse aceitado negociar as primeiras ofertas da Pfizer, cerca de 4,5 milhões de doses de um primeiro lote de 70 milhões seriam entregues no início de 2021. Com isso, a campanha de imunização teria começado de forma mais sólida a partir de 16 de janeiro. Com 2,25 milhões de velhinhos a mais totalmente imunizados, teríamos talvez, só a metade das vítimas fatais de hoje. Até 12 de janeiro de 2021, o coronavírus já havia liquidado 142 mil idosos no Brasil, aponta o Ministério da Saúde. As doses ignoradas seriam suficientes para 35 milhões de pessoas, mais de 15% da população. Se somadas às ofertas de CoronaVac e AstraZeneca, a cobertura vacinal estaria facilmente por volta de 35% para uma inoculação, colocando o Brasil na dianteira das imunizações, em um nível próximo do Reino Unido.

O que MONEY REPORT publicou hoje

Covid matou mais gestantes em 2021 que em todo o ano passado

Os óbitos de grávidas e puérperas (mulheres que tiveram filho recentemente) pelo coronavírus chegaram a 642 em 2021. Com isso, os primeiros quatro meses e meio do ano já superam o registrado em 2020 inteiro, que somou 457 casos fatais – um crescimento de 40,5%. Uma a cada cinco mulheres mortas pela doença não teve acesso a UTI e 33% não foram intubadas quando necessário. Os dados foram atualizados nesta quinta-feira (13), pelo Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19).

100 milhões de doses da Pfizer

O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira (14) que fechou um contrato para a aquisição de mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer. O contrato deverá ser cumprido entre setembro e novembro.

A CPI em resumo semanal

Os senadores da Mesa da CPI: o presidente Omar Aziz (PSD-AM), o vice Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e o relator Renan Calheiros (MDB-AL)

Confira o que aconteceu de mais relevante nas audiências da CPI da Pandemia.

  • Antônio Barra Torres, presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), contou sobre a tentativa do governo de mudar a bula da cloroquina para incluir o tratamento contra a covid-19;
  • O depoimento mentiroso do ex-secretário de Comunicação Social da Presidência, Fábio Wajngarten, quase acabou em ordem de prisão. Ele afirmou que não considerava a direção do Ministério da Saúde incompetente, porém em entrevista à revista VEJA, falou o contrário. O trecho da gravação foi divulgado. Com isso, o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), pediu ao Ministério Público Federal (MPF) que abrisse inquérito contra ele por falso testemunho;
  • Seis propostas de negociação de vacinas foram ignoradas pelo governo federal, revelou o depoimento do gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo;
  • O executivo da Pfizer também relatou que o filho do presidente, vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), participou de uma reunião do Ministério da Saúde, mesmo sem ter nenhuma atribuição formal no governo;
  • O filho do presidente e senador, Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) entrou em uma sessão da comissão para ofender o relator, senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Restrições italianas revogadas para 27 países

A Itália revogará as restrições de quarentena para viajantes provenientes de 26 países europeus e Israel a partir de 16 de maio. Antes, quem vinha desses lugares tinha que apresentar exame negativo, ficar cinco dias de quarentena e passar por novo teste ao final do isolamento.

Japão amplia emergência

O governo japonês planeja declarar estado de emergência nas províncias de Hokkaido, Okoyama e Hiroshima no domingo (16), a fim de controlar as contaminações. Tóquio e Osaka já estão nessa condição. Na quinta-feira (13), mais de 6,8 mil novos casos foram confirmados no país. Há ainda a possibilidade de aplicação de medidas mais restritivas nas províncias de Gunma, Ishikawa e Kumamoto.

Põe máscara ou tira máscara?

Autoridades de saúde dos Estados Unidos afirmaram na quinta-feira (13) que os americanos totalmente vacinados (36% da população) não precisam mais usar máscaras na maioria dos locais. A decisão foi uma surpresa para profissionais de saúde da linha de frente, aponta o jornal americano The New York Times desta sexta-feira (14). “A menos que a taxa de vacinação aumente para 80% nos próximos meses, devemos usar máscaras em grandes ambientes públicos fechados”, afirmou Vivian Towe, diretora do Instituto de Pesquisas de Resultados Centrados em Pacientes. A meta do governo é atingir com duas doses 70% da população adulta até 4 de julho, o Dia da Independência. A epidemiologista da Universidade Emory, Kristin Harrington, foi favorável à decisão por confiança na celeridade e eficácia da campanha. Porém, outros especialistas alertaram para a importância de proteger indivíduos de alto risco e os que não podem ser imunizados, como crianças ou quem sofre de condições de saúde específicas.

Painel Coronavírus

Vacinados
• 1,4 bilhão no mundo (18,6% da população)
• 50,3 milhões no Brasil (23,8% da população)

Segunda dose
• 354 milhões no mundo (4,2% da população) *
• 16,5 milhões de brasileiros (7,85% da população)
* dados arredondados

A Universidade Johns Hopkins (EUA) não atualizou os dados globais da segunda dose

Quando será a minha vez?
Não há dia certo, porém no link da plataforma “Quando vou ser vacinado” é possível obter uma estimativa. Como os dados são atualizados quase todos os dias, as expectativas mudam de acordo com a quantidade de doses aplicadas, grupos atendidos, faixas etárias e estado. Confira.

Leitos de UTI
• 83% * de ocupação total em 17 estados brasileiros e o DF
* Não há uma contagem sistemática e centralizada dos leitos de UTI disponíveis nas redes pública e privada do país. O levantamento de MR é baseado nas informações veiculadas na imprensa

Casos confirmados no Brasil
• 15.519.525 – acumulado
• 85.536 – novos infectados
• 14.028.355 – recuperados
• 1.058.542 – em acompanhamento
• 7.385,1 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Mortes confirmadas no Brasil
• 432.628 – óbitos acumulados
• 2.211 – novas vítimas fatais
• 2,8% – letalidade
• 205,9 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

Dados atualizados em 14/05/21 – 19h30

Fontes: Ministério da Saúde, consórcio de veículos de imprensa, Universidade Johns Hopkins (EUA) e Fiocruz

Compartilhe

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on whatsapp

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Pergunte para a

Mônica.