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Nº 146: óbitos fluminenses; defesas naturais; Moderna no Covax; testes em crianças

No Rio, mais mortes que nascimentos

Dados preliminares do Portal da Transparência do Registro Civil revelam que a quantidade de óbitos registrados no estado do Rio de Janeiro em abril é maior que os nascimentos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (4). Ocorreram 18.856 óbitos e 16.347 nascimentos. O estado tem cerca de 16 milhões de habitantes.

O que MONEY REPORT publicou hoje

Anticorpos naturais

Uma pesquisa da Uniformed Services University of Health Sciences, instituição ligada às forças armadas dos Estados Unidos, identificou anticorpos neutralizantes em amostras de pacientes um ano após contraírem a covid-19. A presença estaria associada à gravidade da manifestação da doença, ou seja, a forma mais grave garante mais defesas ao paciente recuperado. Também pode haver alguma relação com idade. Quanto mais velha a pessoa, maior a durabilidade e a quantidade de anticorpos (as amostras sanguíneas foram separadas em três grupos: 18 a 44 anos, 44 a 64 anos e acima de 65 anos). Dos 250 voluntários que haviam contraído a doença, 192 a desenvolveram nas formas leve ou moderada, sem necessidade de hospitalização, e 58 na forma grave, com internações. O estudo foi publicado no domingo (2).

  • Em julho de 2020, a revista Nature apontou que o sistema de defesa do corpo humano poderia ser capaz de “lembrar” da infecção por um longo período e produzir defesas.

Coronavac na Europa

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) informou nesta terça-feira (4) que iniciou o processo de análise da CoronaVac, da chinesa Sinovac.

Rio liberado

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PSC), liberou a realização de casamentos, aniversários, formaturas e confraternizações, desde que com 40% de lotação em ambientes fechados e 60% nos locais abertos. O decreto foi publicado nesta terça-feira (4). Mesmo assim, algumas medidas de restrição foram prorrogadas até 18 de maio.

  • Liberado: eventos corporativos como feiras de negócios, exposições, congressos, palestras e workshops, confraternizações em locais abertos (parques, praças ou foodparks). Os participantes devem manter distanciamento mínimo de 1,5 metro;
  • Continuam suspensas: atividades em casas de show, boates, baladas, espaços para festas infantis e recreação.

Ponto a ponto, o que Mandetta disse

Ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta

Confira o resumo do que o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, falou à CPI da Pandemia.

  • Carta a Bolsonaro: Mandetta entregou uma carta ao presidente Bolsonaro, em 28 de março de 2020, alertando sobre grandes os riscos da pandemia;
  • Bula da cloroquina: o ex-ministro afirmou ter sido chamado ao Planalto para tratar de um decreto que incluiria na bula da cloroquina a recomendação para casos de covid-19. O medicamento sem eficácia é propagandeado pelo presidente Jair Bolsonaro. Mandetta explicou aos parlamentares que o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, vetou a iniciativa;
  • Isolamento social: ele afirmou que o distanciamento social foi “expressamente” recomendado ao presidente, que era resistente ao assunto. No depoimento, Mandetta explicou que a medida era a mais adequada para conter a pandemia no estágio inicial. O senador Renan Calheiros (MDB-AL) lembrou que Bolsonaro se colocou contra as restrições, defendendo o “isolamento vertical”, que consiste em apenas isolar idosos e vulneráveis;
  • Ciência: o presidente foi alertado durante a gestão de Mandetta sobre as consequências de ignorar as recomendações dos pesquisadores nacionais e internacionais.

Mistura de vacinas

Autoridades sanitárias da França e da Alemanha recomendam aos que receberam a primeira da AstraZeneca/Oxford uma vacina diferente na segunda dose – a medidas vale para a faixa etária de 55 e 60 anos. As escolhas para a segunda são a Pfizer/BioNTech e a Moderna. A combinação surpreendeu especialistas é indicada para reduzir o risco de coágulos, porém há divergências sobre o método. A Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomenda a mistura de vacinas.

Moderna-Covax

A Aliança Global para Vacinas e Imunização (Gavi, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira (3) que fechou um acordo com a Moderna para distribuir 500 milhões de doses por meio do consórcio Covax Facility da OMS. Do total, 34 milhões serão repassadas ao Covax no último trimestre deste ano. Os outros 466 milhões ficarão para 2022.

Pfizer para crianças

Vacina aplicada nos Estados Unidos

A Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) estuda autorizar o uso da vacina dos laboratórios Pfizer/BioNTech em crianças e adolescentes a partir dos 12 anos, o que pode acontecer no máximo na próxima semana, noticiou o jornal The New York Times nesta segunda-feira (4).

Painel Coronavírus

Vacinados
• 1,18 bilhão no mundo (15,73% da população)
• 43,9 milhões no Brasil (20,83% da população)

Segunda dose
• 295 milhões no mundo (3,5% da população) *
• 14,28 milhões de brasileiros (6,76% da população)
* dados arredondados

Quando será a minha vez?
Não há dia certo, porém no link da plataforma “Quando vou ser vacinado” é possível obter uma estimativa. Como os dados são atualizados quase todos os dias, as expectativas mudam de acordo com a quantidade de doses aplicadas, grupos atendidos, faixas etárias e estado. Confira.

Leitos de UTI
• 80% * de ocupação total em 19 estados brasileiros e o DF
* Não há uma contagem sistemática e centralizada dos leitos de UTI disponíveis nas redes pública e privada do país. O levantamento de MR é baseado nas informações veiculadas na imprensa

Casos confirmados no Brasil
• 14.856.888 – acumulado
• 77.359 – novos infectados
• 13.442.996 – recuperados
• 1.002.304 – em acompanhamento
• 7.070 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Mortes confirmadas no Brasil
• 411.588 – óbitos acumulados
• 2.966 – novas vítimas fatais
• 2,8% – letalidade
• 196 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

Dados atualizados em 04/05/21 – 19h

Fontes: Ministério da Saúde, consórcio de veículos de imprensa, Universidade Johns Hopkins (EUA) e Fiocruz

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