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Nº 122: letalidade no Sudeste; falta segunda dose; mais investigações

Morte sudestina

Nos seis primeiros dias de abril, morreu mais gente do que nasceu no Sudeste do Brasil – algo inédito. Foram 12.181 óbitos, ante 11.744 nascimentos, um indicativo de como a pandemia de covid-19 pode alterar a estrutura populacional brasileira. A letalidade excessiva fez o Brasil adiantar em mais de duas décadas um fenômeno demográfico previsto para acontecer apenas em meados do século 21. Dados preliminares do Registro Civil Nacional/Portal da Transparência apontam que nos três primeiros meses deste ano, o número de mortes excedeu o de nascimentos no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro.

Internações dos mais jovens

Pela primeira vez desde o início da pandemia da covid-19, as internações em UTIs de pessoas com menos de 40 anos são maioria, aponta uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo deste sábado (10). Houve ainda um salto na quantidade de pacientes graves com necessidade de ventilação mecânica para 58,1% e que não apresentam nenhuma comorbidade. Os dados sugerem não apenas uma mudança do perfil dos doentes, mas um agravamento do quadro geral dos pacientes em relação aos meses anteriores. Setembro de 2020 e fevereiro deste ano, o total de internados em UTIs que necessitavam desse tipo de equipamento variou entre 42% e 48%, apontam as informações da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib).

Falta a segunda dose

No primeiro mês de aplicação dos imunizantes, 7 a cada 10 vacinados receberam a CoronaVac

Mais de 500 mil pessoas que receberam a primeira dose da CoronaVac (Butantan/Sinovac) no início da vacinação no Brasil não retornaram para receber a segunda, o que pode comprometer a proteção da vacina. Os dados tabulados pelo jornal Folha de S.Paulo revelam um abandono vacinal – nome técnico ao percentual de vacinados que iniciam o esquema vacinal e não o finalizam – de 14,13% no caso da CoronaVac. Os números foram extraídos do DataSUS, sistema de informações do Ministério da Saúde.

Investigações necessárias

O fundador da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Gonzalo
Vecina Neto, pediu neste sábado (10) em queixa-crime apresentada na Procuradoria-Geral da República (PGR) que sejam apuradas as responsabilidades criminais de autoridades federais no combate à pandemia. Também assinam a representação Nelson Rodrigues dos Santos, presidente do Instituto de Direito Sanitário Aplicado (Idisa), Érica Aragão, presidente da Associação Brasileira de Economia da Saúde (Abres), e o advogado Thiago Lopes Cardoso Campos.

O que mais MONEY REPORT publicou

Painel Coronavírus

Vacinados
• 754,30 milhões no mundo (10,5% da população)
• 25,7 milhões no Brasil (12,1% da população)

Segunda dose
• 163,2 milhões no mundo (2,17% da população)*
• 5,84 milhões de brasileiros (2,84% da população)
*dados arredondados*

Leitos de UTI
• 80% * de ocupação total em 20 estados brasileiros e o DF
* Não há uma contagem sistemática e centralizada dos leitos de UTI disponíveis nas redes pública e privada do país. O levantamento de MR é baseado nas informações veiculadas na imprensa

Casos confirmados
• 13.445.006 – acumulado
• 71.832 – novos infectados
• 11.838.568 – recuperados
• 1.255.108 – em acompanhamento
• 6.397,9 – incidência por grupo de 100 mil habitantes

Mortes confirmadas
• 351.334 – óbitos acumulados
• 2.616 – novas vítimas fatais
• 2,6% – letalidade
• 167,2 – mortalidade por grupo de 100 mil habitantes

Dados atualizados em 10/04/21 – 20h00

Fontes: Ministério da Saúde, consórcio de veículos de imprensa, Universidade Johns Hopkins (EUA) e Fiocruz.

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