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Fundo internacional; severidade da BA.2; tecnologia para África

Dinheiro para prevenir pandemias

Esforços para fortalecer a segurança sanitária global só terão sucesso se o papel da Organização Mundial da Saúde (OMS) for aprimorado, afirmou na quinta-feira (17) o chefe da organização, no momento em que seu maior doador, os Estados Unidos, propõem um novo fundo de prevenção de pandemias. Falando por videoconferência em reunião do G20 com líderes financeiros, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, comentou a proposta do fundo global de saúde. “Está claro que no centro dessa arquitetura, o mundo precisa de uma OMS forte e financiada de forma sustentável, com mandato único, conhecimento técnico único e legitimidade global única”, afirmou . “Quaisquer esforços para melhorar a governança, os sistemas e o financiamento da segurança sanitária global só podem ter sucesso se também melhorar o papel da OMS”, afirmou.

Subvariante pode causar doença grave
Covid-19: não há sinais de crescimento da BA.2 no Brasil, mostra  levantamento - Jornal O Globo

A subvariante BA.2 da variante do coronavírus ômicron não é apenas mais rápida na disseminação, mas também pode causar doenças mais graves, sugere um estudo de laboratório. Publicadas no repositório de pré-impressão BioRxiv, as descobertas ainda precisam de revisão. Os dados indicam que a subvariante BA.2 teria condições de causar doenças graves como as variantes mais antigas. Na quinta-feira (17), a OMS informou que a BA.2 é mais transmissível que BA.1, mas não há diferença em termos de gravidade, comunicou Maria Van Kerkhova, líder técnica covid-19 da OMS em um vídeo.

O que MONEY REPORT publicou na semana
Explosão de casos em Hong Kong

O número de casos de covid-19 aumentou 16 vezes nas duas últimas semanas. A chefe de governo do território autônomo chinês, Carrie Lam, afirma que a ilha enfrenta o pior momento da pandemia até agora. Segundo a plataforma Our World in Datam, houve 1.448 notificações da doença em 24 horas, e os pesquisadores consideram a possibilidade de atingir a 28 mil infecções diárias. Com a explosão de casos, os hospitais, já operam acima da capacidade. Para dar conta , alguns estabelecimentos montaram alas em tendas improvisada, como no centro médico Caritas, na península de Kowloon. 

Países da África farão vacinas de RNA mensageiro
CPI em Haia e melhora na África; leia tudo sobre a ômicron

A OMS informou nesta sexta-feira (18) que Egito, Quênia, Nigéria, Senegal, África do Sul e Tunísia serão os primeiros países da África a receber a tecnologia necessária para produzir vacinas de RNA mensageiro contra a covid-19. O anúncio foi feito por Tedros Adhanom Ghebreyesus, em encontro de líderes da União Europeia (UE) e da União Africana (UA). Foi estabelecido em 2021 um “hub” de transferência tecnológica para fabricação em países de renda baixa e média. A OMS diz que a intenção inicial é enfrentar a emergência de covid-19, mas que o hub tem potencial para expandir a capacidade de produção para outros produtos. A OMS diz que a intenção é que esses imunizantes sejam produzidos “o mais rápido possível”, mas não cita prazos. As vacinas de RNA mensageiro contra a covid-19 são produzidas atualmente pela Pfizer/BioNTech e pela Moderna.

Despacho do MEC derrubado

A maioria do plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) votou por anular um despacho no qual o ministro da Educação, Milton Ribeiro, decidiu que as instituições de ensino federais não poderiam cobrar vacinação contra a covid-19 como condição para o retorno às atividades presenciais. O despacho, de 30 de dezembro, já havia sido suspenso pelo ministro Ricardo Lewandowski, a pedido do PSB. Ele é relator de uma ação por descumprimento de preceito fundamental (ADPF) que trata de atos do governo no contexto da pandemia.

Painel Coronavírus

Vacinados*
• 10,42 bilhões de doses distribuídas (132,28% da população global — cumulativo, incluindo doses de reforço e estoques)
• 4,88 bilhões de pessoas atendidas (62,2% da população mundial)
• 70,34 milhões de pessoas nos países de baixa renda (10,57% entre os mais pobres)
• 379,2 milhões de doses aplicadas no Brasil (177,77% da população — cumulativo, incluindo o reforço)

Primeira dose*
• 596,52 milhões no mundo (7,57% da população com a primeira dose)
• 31,88 milhões nos países de baixa renda (4,79% entre os mais pobres)
• 15,4 milhões no Brasil (7,21% da população)

Segunda dose*
• 4,29 bilhões no mundo (54,49% da população)
• 39,46 milhões nos países de baixa renda 5,93% entre os mais pobres)
• 155,4 milhões de brasileiros (72,85% da população)

Doses de reforço*
 1,191 bilhão no mundo (15,1% da população)
• 
47,8 milhões no Brasil (22,4% da população)

Casos no Brasil
 28.058.862 – acumulado
• 110.479 – média móvel dos últimos 7 dias encerrados em 18/02 (-23,4%)
• 24.826.457 – recuperados
• 2.889.376 – em acompanhamento (queda de 6,19% entre 11/02 e 18/02)
• 13.352 – casos acumulados por grupos de 100 mil

Mortes no Brasil
• 643.028 – óbitos confirmados (acumulado)
• 840– média móvel dos últimos 7 dias encerrados em 11/02 (queda de 11,67%)
• 2,3% – taxa de letalidade
• 306 – óbitos por grupos de 100 mil


– Dados atualizados em 18/02/2021, às 20h30

– Dados de vacinação no Brasil são baseados nos informes da Organização Mundial de Saúde (OMS) por meio da Universidade Johns Hopkins e apresentados na plataforma Our World in Data, pois os informes do Ministério da Saúde estão defasados.

Fontes: Ministério da Saúde, secretaria estaduais e municipais de saúde, Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), consórcio de veículos de imprensa, Organização Mundial de Saúde (OMS) e Universidade Johns Hopkins

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