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Os desafios de Bolsonaro para 2020

Relatório da XP Investimentos encaminhado aos clientes aponta quais serão os principais desafios do presidente Jair Bolsonaro e o que esperar da política em 2020. O documento destaca o êxito do governo na aprovação da reforma da Previdência no primeiro ano de gestão. A avaliação é que a articulação na tramitação da proposta deixou lições importantes para o ano que vem. “Se 2019 foi um ano que dependeu da política, 2020 será um período em que a política não pode atrapalhar”. Confira os destaques:

  • A análise da XP é que o reconhecimento na população da necessidade de discutir a reforma da Previdência e o comprometimento do Congresso com a matéria facilitou a aprovação da principal agenda do governo no ano. Para 2020, a vocação de Bolsonaro de negociar com o Legislativo será ainda mais testada. “Agora com a diferença de que nenhuma agenda mais tem o condão de, sozinha, provocar a turbulência que provocava qualquer perspectiva de naufrágio da reforma da Previdência.”
  • Política de boa vizinhança com os parlamentares: “Bolsonaro precisa zerar o jogo com o Congresso – ou seja, pagar pelo menos parte do que prometeu na incursão do governo no que chama de ‘velha política’. O Congresso não tem vocação para fazer oposição. Pelo contrário: acertando os ponteiros, estará disposto a discutir a agenda governista – da mesma maneira conturbada e instável como fez em 2019, é verdade, ou com uma resistência até maior.”
  • A convicção na agenda liberal: “As pressões nesse caso vêm pelos dois lados, pelo bem ou pelo mal. Caso o sentimento seja o de que as coisas estão caminhando em velocidade e direção corretas, ele pode cair na tentação de achar que o que foi feito até aqui é suficiente. No caso oposto, se a economia tardar a responder, haverá parte do núcleo político pregando flexibilização das contas.”
  • De olho no Centrão: “É também provável que, a partir de 2020, parte dos líderes de centro volte fazer o seguinte questionamento: é melhor manter o ritmo de aprovação das reformas e ajudar o atual governo a chegar a 2022 com a economia forte ou é mais vantajoso diminuir o ritmo para que o presidente Bolsonaro não tenha grandes chances de ser reeleito? É uma resposta que hoje nem os líderes do centrão têm, mas que ainda terá suas consequências na rotina de votações do Congresso.”
  • Eleição municipal: “A possibilidade de Jair Bolsonaro chegar à disputa de 2020 sem o Aliança Pelo Brasil estar pronto para ir às urnas vai, de alguma maneira, dificultar a medição de força junto ao eleitorado. Fora do PSL, ele não poderá fazer campanha em nome do partido e apoiará candidatos pontuais – o que pode, inclusive, ser visto como um trunfo para o presidente, já que as realidades municipais muitas vezes divergem dos temas que moldam a política nacional.
  • Outros fatores: “A disputa municipal encurta o segundo semestre e começaremos o ano ainda tratando de prisão em segunda instância, o que tomará tempo dos parlamentares. Bolsonaro terá de lidar ainda com as sombras da investigação sobre o filho Flávio, que produzirão manchetes ao longo de 2020.”

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